YAPS faz evento com locutora de rádio luso-sul-africana

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YAPS faz evento com locutora de rádio luso-sul-africana

O Young Adult Portuguese Society (YAPS) organizou e levou a cabo um evento de socialização entre jovens luso-sul-africanos no Standard Bank Incubator em Rosabank, onde a oradora convidada do serão foi a radialista Cindy Grota Poluta. Esta luso-sul-africana, com cerca de quinze anos de experiência em rádio e televisão, falou aos presentes do seu percurso profissional e várias peripécias até à data ao longo da sua carreira.

 Rogério Cabanita, um dos membros do YAPS, fez um apanhado do que é a organização, abordou os objectivos, que são de congregar os jovens lusos em torno da sua herança cultural, idioma e angariação de fundos para doar a organizações de caridade social. Avisou na sua introdução que no dia 5 Junho irá ter lugar em Edenvale um torneio de futebol, com o objectivo de angariar fundos para obras de bem-fazer.

 Passou depois a palavra a Nicole da Silva, outra locutora de rádio, desta feita na rádio 5 FM. Esta falou também sobre os YAPS, que se trata de socialização para fazer “networking”, conhecer outros jovens portugueses e o que estes fazem. O objectivo último do YAPS, segundo Da Silva, é devolver aos jovens lusos o orgulho em português e participar activamente na Comunidade.

 Foi então dado o “palco” a Cindy Grota Poluta, que exerce rádio e televisão há quase vinte anos. Está no grupo mediático Primedia há 19 anos e na sua intervenção, Poluta falou dos seu percurso profissional até ao momento presente. Resumiu a sua carreira, com a frase “estar no lugar certo à hora certa”, isto referente a oportunidades que lhe foram dadas e que surgiram ao longo da sua carreira.

 A jovem locutora e apresentadora profissional de 37 anos, afirmou que odeia “falar em público. Na rádio é muito mais simples, é apenas o microfone e eu e imaginamos que estamos a falar para a nossa mãe, para o pai, amigos, é mais simples, porque estamos ali só nós. Falar em público, bem, frente a frente, fico muito nervosa”. Mas, com um misto de humor à sua história, Cindy Poluta relatou o seu percurso. A sua ligação portuguesa advém dos pais e dos avós, estes últimos oriundos da Região Autónoma da Madeira.

 Começou a trabalhar na rádio a atender telefones na secretária de informação de trânsito, a “bater à máquina” os incidentes de trânsito e a entregá-los aos locutores. Começou a ler o desporto, devido à falta de um locutor e “atirada às feras, safei-me”, gracejou Poluta. Começou por ler o desporto ao fim-de-semana, “sem sites de internet, sem Twitters e Facebooks e outras coisas que tais. Era a ler jornais e a telefonar da secretária para outras pessoas para recolher os elementos. Hoje, é mais rápido ainda que leve, para ser bem feito, algum tempo o trabalho.” Lenta e gradualmente a sua tarefa evoluiu naquilo que é hoje, o preparar e ler diariamente no ar as noticias desportivas na rádio 702 e 94.7, uma voz já de referência diária para mi-lhões de sul-africanos.

 Poluta trabalhou também como jornalista e pivot de noticiário na cadeia desportiva de televisão “SuperSport”, onde exerceu funções durante cinco anos. Terminou por explicar que o seu dia começa às 3h30 da manhã, escreve o noticiário completo e prepara todas as peças e inserções de som para irem para o ar.

 A intervenção de Cindy Poluta terminou com uma pequena sessão de perguntas e respostas às quais a jornalista respondeu com muita informação e historial seu.

 O serão terminou com alguns dos presentes a jogarem às cartas, à bisca e em convívio acompanhados de refrescos e canapés.