Voto electrónico vai ser testado nas eleições europeias no distrito de Évora

0
40

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, considerou na terça-feira que as eleições europeias deste ano são “um bom momento” para testar o voto electrónico presencial, através da implementação de um projecto-piloto no distrito de Évora.

 “As próximas eleições europeias são um bom momento para fazermos esta experiência e parece-nos a altura adequada”, afirmou o ministro, na apresentação do projecto-piloto de voto electrónico no círculo eleitoral de Évora, que decorreu na cidade alentejana.

 O governante referiu que “é uma eleição que tem características muito próprias”, que se realiza “em todo o território nacional, mas com círculo eleitoral único”, além de ter “menor complexidade política” do que as autárquicas e as legislativas.

 Segundo o Governo, nas eleições europeias deste ano, marcadas para 26 de Maio, vão ser disponibilizadas 50 mesas de voto electrónico em 23 freguesias dos 14 concelhos do distrito de Évora, que vão funcionar independentemente das 186 mesas de voto tradicional.

 Nesse escrutínio, qualquer um dos mais de 137 mil eleitores deste círculo pode exercer o seu direito de voto numa das 50 mesas de voto electrónico.

 Eduardo Cabrita explicou que o distrito de Évora foi escolhido para testar o voto electrónico presencial pela “ligação à universidade” e por questões logísticas e relacionadas com o número e características dos concelhos e freguesias.

 O titular da pasta da Administração Interna referiu que se trata de “um significativo pas-so” para modernizar o sistema eleitoral do país e que as alterações “visam reforçar a participação e combater a abstenção”.

 Será “uma primeira aproximação àquilo que, feita a experiência, daqui uns anos, não será ainda este ano nas eleições legislativas, mas em futuras eleições gostaríamos de alargar a todo o território nacional, facilitando a participação”, assinalou.

 Além do projecto-piloto do voto electrónico presencial no distrito de Évora, a partir das próximas eleições, o número de eleitor deixará de ser necessário, passando a identificação a ser feita através do cartão de cidadão.

 Os cidadãos com deficiência visual vão poder exercer o seu direito de voto através de uma matriz, os cidadãos residentes no estrangeiro terão acesso ao recenseamento automático, se assim o desejarem, e será possível também escolher a capital de distrito onde votar na semana anterior às eleições.

 No final da sessão, em Évora, o ministro foi questionado pelos jornalistas sobre o desagrado das forças policiais com a visita do Presidente da República ao bairro da Jamaica, no Seixal (Setúbal), e com a recusa de entrada de elementos do Grupo de Operações Especiais (GOE) da PSP na Venezuela, mas escusou-se a responder.