Vitória “verde”, graças a um golo de Rojo

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O Sporting venceu o Vitória de Guimarães (1-0), na 25.ª jornada da I Liga de futebol, no qual a chave do triunfo foi um remate feliz de Rojo, que pôs o jogo de feição para os “leões”.

 O minuto 48 definiu o destino do jogo, quando o central argentino, acudindo a um cruzamento de Jefferson, do lado direito, que desviou num adversário, rematou à meia volta à entrada da área com o seu pior pé, o direito, fazendo a bola desviar em Moreno e trair o guarda-redes Douglas.

 Este golo mudou a face de um jogo que até aí se caracterizara pelas dificuldades do Sporting em desequilibrar a organização defensiva e colectiva do Vitória de Guimarães, cujo mérito no “nulo” que se verificava ao intervalo era indiscutível.

 Com o golo de Rojo, a equipa minhota foi obrigada a desfazer o esquema que trouxera, a assumir o jogo e subir as linhas, logo a abrir mais espaços entre aquelas e nas costas da sua defesa, que o Sporting aproveitou para criar algumas oportunidades para aumentar o marcador.

 O jogo ganhou vivacidade, profundidade e espectáculo com o ritmo de parada e resposta, com os “leões” mais perto do 2-0 do que o Vitória do empate, mas faltou sempre o último passe ou o cruzamento com a conta, medida e peso certos para que Slimani aos 65 e 69 minutos finalizasse dois centros de Jefferson e Capel.

No lance em que Jefferson cruzou com a medida certa, aos 59 minutos, para Montero colocar a bola no fundo da baliza, o árbitro Nuno Almeida – que aos 50 minutos perdoou o segundo amarelo a Slimani, por simulação – não sancionou, por indicação do seu assistente, aquele que seria um golo limpo, o segundo dos “leões”, uma vez que o avançado colombiano partiu de posição regular, e que "mataria" o jogo.

 No entanto, com a manutenção da vantagem mínima e com as alterações introduzidas por Rui Vitória, com as entradas de Tiago Rodrigues (61) e Maazou (77), a equipa minhota começou a acreditar que podia chegar ao empate.

 No espaço de dois minutos, o primeiro rematou à rede lateral da baliza de Rui Patrício e ofereceu o golo a Tomané, cujo remate de cabeça saiu ao lado da baliza leonina.

 O Vitória não atirava a toalha ao chão e Leonardo Jardim preferiu segurar o golo precioso e não correr tantos riscos, trocando Mané e Slimani por André Martins e Carrillo, respectivamente, aos 74 e 80 minutos, na tentativa de conservar mais a bola e cortar o ímpeto vimaranense.

 Até ao intervalo, o Sporting sentiu muitas dificuldades face ao esquema montado por Rui Vitória, que bloqueou os corredores laterais aos “leões” e as duas fontes da primeira fase de construção do jogo leonino, Adrien e William Carvalho, graças a uma marcação impecável de André André e de André Santos.

 Com Slimani a desperdiçar na cara de Douglas, logo aos seis minutos, o que poderia ter sido o golo que desmontaria a estratégia minhota, e sem jogo pelas alas para "alimentar" o argelino, o Sporting não criou praticamente oportunidades de golo na primeira parte.

 Com a agravante de ter jogado 45 minutos com “menos um”, Heldon, que passou ao “lado” do jogo, o Sporting só conseguiu criar lances de perigo quando Slimani recuava, arrastando um dos centrais adversários, para tabelar e abrir espaço para as entradas de Mané, que pecou sempre por complicar com mais um drible ou alguma precipitação no momento de assistir ou rematar.