Visita de ministro moçambicano a Portugal abre mercado a empresas portuguesas

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ministro dos Transportes e Comunicações

ministro dos Transportes e Comunicações A visita de quatro dias que o ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique efectuou a Portugal, abriu o mercado a empresas portuguesas, disse o governante moçambicano.

 Paulo Zucula destacou as oportunidades de entrada em Moçambique de empresas portuguesas nos sectores ferroviário e da indústria naval.
 “Nesta visita alargámos um pouco a cooperação, para incluir toda a parte da indústria naval: manutenção de barcos e a cabotagem (…) de transporte marítimo pela costa em Moçambique, com o apoio dos estaleiros de Viana do Castelo e de Peniche”, disse o governante moçambicano.
 Os estaleiros de Peniche fornecerão as embarcações, “ao abrigo de uma linha de crédito” que Moçambique tem com Portugal, enquanto os estalei-ros de Viana do Castelo ga-rantirão a “capacitação institucional e apoio na questão da vigilância costeira”.
 No sector ferroviário, o governante moçambicano considerou que as relações luso-moçambicanas, anteriormente “muito amplas”, assentam agora no “aspecto concreto da cooperação na manutenção e produção de vagões. E, eventualmente, também na construção da própria linha. Do carril propriamente dito”.

 A visita de trabalho de Paulo Zucula a Portugal, a convite do seu homólogo português, retribui a que António Mendonça fez em Junho passado a Moçambique.
 Naquela ocasião, os dois governantes assinaram uma acta que estabeleceu o plano de actividades para a cooperação em áreas como a indústria naval e os transportes aéreos, marítimos, rodoviários e ferroviárias, centrada na formação.
 “Especificamente na área dos transportes temos protocolos em todos os modais de transportes: Temos na aviação civil, que já assinámos o acordo do chamado espaço aéreo, que vai começar a funcionar no próximo ano. É capítulo encerrado. Agora é uma questão dos operadores aéreos concordarem e começarem a operar”, salientou.
 No domínio da aviação civil, Paulo Zucula disse que a Autoridade de Aviação Civil portuguesa “tem um plano de formação e já estão a traba-lhar nessa área”.
 O transporte marítimo está igualmente protocolado, que também assenta na formação da autoridade marítima moçambicana e no apoio da Escola Náutica portuguesa à congénere moçambicana.

 “Em termos de empresas de obras públicas, já estão em Moçambique e estão a beneficiar de uma linha de crédito que temos com Portugal. As duas grandes, a Mota-Engil e a Soares da Costa, depois há outras mais pequeninas, já estão lá e já estão a fazer trabalho”, destacou.
 A visita oficial do primeiro-ministro português José Só-crates a Moçambique, em Março, foi vital, defendeu.
 “Com a visita do primeiro-ministro (José) Sócrates as oportunidades de empresas na área das obras públicas acrescentaram-se. Temos pontes já adjudicadas a empresas portuguesas e não são pontinhas, são pontes grandes”, concluiu.