Visita de António Costa a Luanda está a ser preparada para breve

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O novo embaixador de Angola em Portugal, Carlos Fonseca, disse na quarta-feira em Luanda que está em preparação a deslocação do primeiro-ministro português, António Costa, que deverá acontecer “muito brevemente”.

 Carlos Fonseca falava à imprensa à margem da VIII reunião de embaixadores, aberta quarta-feira, em Luanda, pelo Presidente angolano, João Lourenço, para debater durante três dias questões ligadas à Política Externa de Angola e à Estratégia de Inserção no Contexto Internacional Actual.

 O diplomata angolano, recentemente nomeado para o cargo, disse encarar com “optimismo” as novas funções, admitindo que “há muitos desafios” pela frente.

 “Com certeza que irei fazer o meu melhor para que os resultados sejam melhores ainda. Há muitos desafios”, disse Carlos Fonseca.

 Questionado pela Lusa sobre a viagem oficial do primeiro-ministro de Portugal, António Costa, a Luanda, o embaixador de Angola em Lisboa referiu que ainda não há uma data oficial, mas estão em curso trabalhos de preparação para a sua concretização.

 “Não sei ainda a data concreta, mas está a trabalhar-se nisso. Estou a acabar de assumir funções e ainda estou a entrar nos dossiês portugueses, mas vai ter lugar e não para muito tempo. Brevemente”, referiu.

 

* França é o primeiro destino oficial do

Presidente angolano no Ocidente

 

 O Presidente de Angola, João Lourenço, escolheu a França para a sua primeira visita oficial a um país ocidental, que inicia hoje, segunda-feira, com a previsão de assinatura de vários acordos de cooperação, seguindo depois para a Bélgica.

 De acordo com informação disponibilizada pela Casa Civil do Presidente da República, João Lourenço deixou ontem a capital angolana com destino a Paris, para uma visita oficial de três dias, entre 28 e 30 de maio.

 No âmbito da visita a França, os dois países deverão assinar acordos de cooperação nos domínios da Defesa, Agricultura e formação de quadros.

 Já a visita oficial à Bélgica está prevista para 4 e 5 de junho e deverá envolver a assinatura de um acordo sobre a isenção recíproca de vistos em passaportes diplomáticos e de serviço, bem como de facilitação de vistos para empresários daquele país.

 Desde que foi empossado como terceiro Presidente da República de Angola, em setembro de 2017, João Lourenço já realizou visitas oficias a vários países africanos, como África do Sul, República Democrática do Congo, Zâmbia ou Namíbia.

 

* Transição no poder no MPLA marcada para 7 de setembro

 

 O Comité Central do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) aprovou a data de 7 de setembro para a realização do VI congresso extraordinário e a candidatura de João Lourenço, actual vice-presidente, a presidente do partido.

 A informação consta do comunicado final saído da segunda sessão extraordinária do Comité Central do MPLA, na qual o presidente do partido, José Eduardo dos Santos, confirmou que deixa este ano a vida política por vontade própria, argumentando que “tudo o que tem um começo tem um fim”.

 O secretário para a Informação do partido, Norberto Garcia, disse, na leitura do comunicado final da reunião, que o Comité Central apreciou a informação do Bureau Político, tendo aprovado “na plenitude” os resultados da terceira sessão ordinária daquele organismo de direcção, realizada a 27 de abril passado.

 Segundo Norberto Garcia, a proposta de cronograma apontava para a realização do congresso extraordinário do MPLA, na primeira quinzena do mês de setembro, tendo como data prevista 7 de setembro de 2018.

 Acrescentou que foi igualmente aprovada a proposta de candidatura de João Lourenço, vice-presidente do MPLA ao cargo de presidente do partido, que é liderado desde 1979 por José Eduardo dos Santos.

 Nos últimos tempos têm crescido os comentários na sociedade angolana sobre a existência de uma suposta bicefalia entre o chefe de Estado angolano e vice-presidente do MPLA, João Lourenço, e o líder do partido, José Eduardo dos Santos, em que se incluem críticas internas sobre a situação.

 José Eduardo dos Santos, de 75 anos, líder do MPLA desde 1979, anunciou em 2016 que este ano deveria deixar a vida política activa.