Vilamoura apresenta plano de desenvolvimento que pode atingir um bilião de euros

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Vilamoura apresenta plano de desenvolvimento que pode atingir um bilião de euros

O presidente executivo da Vilamoura World, entidade ges-tora do empreendimento, anunciou um plano de desenvolvimento para Vilamoura centrado na comercialização de 18 projetos, que, a concretizar-se, irá gerar um investimento global de 1.000 milhões de euros.

 Segundo Paul Taylor, trata-se de projectos de construção "chave na mão" – com uma utilização já previamente definida, entre habitação, lazer, turismo ou retalho -, numa área de 400 hectares, que a Vilamoura World vai agora tentar vender a investidores, estando já em curso negociações com potenciais clientes da China, Índia, Hong Kong e vários países europeus.

 O “masterplan” para Vilamoura apresentado exclui o já antigo projecto da Cidade Lacustre, substituindo-o pelo "Vilamoura Lakes", um dos principais ativos do plano, e inclui a concretização do também já anunciado projecto do ante-porto da Marina de Vilamoura, cuja imagem de marca é uma estrutura moderna situada na entrada marítima da marina.

 À margem do evento, Paul Taylor esclareceu aos jornalistas que os 1.000 milhões de euros são uma estimativa ma-croeconómica do investimento que pode ser alcançado com a concretização do "masterplan", valor que resultará de investimentos do fundo norte-americano Lone Star, que comprou recentemente o empreendimento, dos seus parceiros internacionais e dos investidores interessados nos projectos.

 O ministro da Economia, António Pires de Lima, que também marcou presença na ses-são, disse aos jornalistas acreditar que o investimento se venha a concretizar, acrescentando que o Governo "an-dou a namorar" este investidor no âmbito de uma estratégia iniciada em 2013 para atrair investidores para Portugal.

"Quando os ministros da Economia dizem que vão investir 1.000 milhões de euros, des-confiem. Quando são os investidores privados a dizerem que vão investir 1.000 milhões de euros, acreditem e acompanhem e controlem", argumentou.

 Escusando-se a adiantar quanto prevê a Lone Star investir no plano, Paul Taylor disse apenas que isso dependerá do comportamento do mercado, estimando que as directivas previstas no "masterplan" se concretizem no terreno dentro de cinco a sete anos.

 O plano, que inclui também a mudança da imagem da mar-ca "Vilamoura", baseia-se em seis temas: Vilamoura Marina, Vilamoura Golf, Vilamoura Active, Vilamoura Villages, Vilamoura Estates e Vilamoura Lakes.

 Dentro destes, existem vários subprodutos, nomeadamente, Vilamoura Uptown, Vilamoura Gardens, Vilamoura Fairways, Vilamoura Crreks, Vilamoura Springs e Vilamoura Lakes.

 De acordo com Frederico Pedro Nunes, também da administração da Vilamoura World, que apresentou à audiência alguns dos ativos previstos no plano, pode voltar a afirmar-se que Vilamoura "está aberta ao negócio", uma vez que os projectos começam "a ser comercializados a nível mundial".

 Segundo estimou Paul Taylor, o "Vilamoura Lakes", um dos ativos mais importantes do plano, com 1.900 unidades residenciais e cinco empreendimentos turísticos, deverá começar a ser construído no terreno até 2017.

 A nova administração do em-preendimento decidiu excluir o projeto da Cidade Lacustre por se tratar de algo "muito artificial", que previa a construção de estruturas em cimento e vidro, que vão ser substituídos por materiais como a madeira e a pedra.

 "O impacto ambiental era muito pesado e nós estamos a tentar criar uma reserva sustentável, amiga do ambiente", justificou Paul Taylor, defendendo que a nova tendência do turismo é a procura de experiências.

Já o anteporto da marina, projecto que a administração apelida de "Yacht Club", deverá custar 20 milhões de euros, prevendo-se que inclua um espaço comercial, restaurantes, ginásio e equipamentos de bem-estar.