Universidade do Minho investiga novos materiais para a ourivesaria sul-africana

0
52
Universidade do Minho

Universidade do MinhoA Universidade do Minho e a Agência de Investimento da África do Sul iniciaram, em Guimarães, uma parceria nas áreas da investigação de novos materiais em joalharia e ourivesaria e da sua aplicação à indústria, disse fonte universitária.

 O responsável do Centro de Tecnologias Mecânicas e de Materiais (CT2M) adiantou que a parceria envolverá “a cooperação directa com um instituto sul africano e a divulgação comum, em termos de imagem da joalharia portuguesa e da sul africana”.
 O investigador falava no final da visita que o consulado honorário da África do Sul em Portugal e a Agência de Investimento fizeram à UMinho, “para estabelecer parcerias no âmbito da investigação de ponta”.

 Filipe Silva disse que a parceria, que deve passar pela assinatura de contratos, partiu do interesse sul africano no projecto Gradouro, que nasceu na UMinho e na TecMinho (Associação Universidade/-Empresa), tendo como parceiros a Universidade de Coimbra e dez empresas: AJ Amorim, Artejóia, Brior, Farilu Joalharias, Fernando Rocha Joalheiro, Lusogold, Maya Jóias, Mumadona, Ouronor e Ouropa – Pedro Rosas.
 O responsável adiantou que a Agência do país africano vai, agora, encontrar a universidade ou o instituto adequado para cooperar com a UMinho, tendo em vista “a replicação e consequente passagem de conhecimento para as empresas da investigação feita em Portugal”.
 Os sul-africanos, que fizeram uma visita exploratória em Maio à UMinho, pretendem – realçou – “valorizar o ouro de que são grandes produtores, incrementando a indústria da joalharia”.

 O Gradouro – disse – “visa constituir-se num Centro de Inovação em Materiais Preciosos de mérito a nível global, com o propósito de dotar as empresas de materiais e processos inovadores que auxiliem a afirmação mundial do consórcio”.
 Prevê-se ainda “providenciar componentes para peças de joalharia ou ourivesaria de forma limitada, por país ou região, sob contrato de exclusividade”.

 Filipe Silva garante que o projecto “é absolutamente inova-dor”, tendo ganho em Maio o “Research Award” do 24º Santa Fé Symposium, nos Esta-dos Unidos, o maior simpósio mundial do sector, que elogiou “a excelência, criatividade e inovação” da pesquisa. Na última Portojóia estreou “os últimos revestimentos coloridos e efeitos que a ciência permite conferir ao ouro”.
 O Gradouro surgiu da I&D da Escola de Engenharia, aliando o CT2M do Departamento de Engenharia Mecânica e o Centro de Física da Escola de Ciências, e o labor dos investigadores Filipe Silva, Delfim Soares, Bruno Henriques, Paulo Pinto, Óscar Carvalho, Georgina Miranda, Nuno Costa, Filipe Vaz, Luís Cunha, Jean Marie e Marc Torrell.

 O projecto aposta em tecnologias não convencionais tais como a fusão e solidificação incremental, a metalurgia dos pós, as nanotecnologias, ou as tecnologias para produção de componentes ou materiais funcionais no sentido de as aplicar a peças de joalharia/-ourivesaria.