União Europeia preocupada com reconstrução das zonas atingidas pelo ciclone Idai

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O embaixador da União Europeia em Moçambique, António Sánchez-Benedito, afirmou que a comunidade internacional está focada na reconstrução e recuperação da zona atingida pelo ciclone Idai, há um mês.

 “Estamos a pensar na fase de reconstrução, a UE junto dos seus principais parceiros, Nações Unidas, está a fazer uma avaliação de necessidades que sirva de base para ter uma resposta mais estrutural”, disse o diplomata, na sequência de uma visita às operações de assistência suportadas por financiamento europeu na cidade da Beira.

 O representante da UE mostrou-se preocupado com o nível de destruição que presenciou na província de Sofala.

 Para Sánchez-Benedito, a prioridade actual é a reconstrução de infraestruturas, principalmente nos pontos mais afectados da província.

 “Eu acho que, neste momento, estamos a falar de uma resposta a uma crise humanitária, e o governo moçambicano está a preparar uma conferência internacional de reconstrução”, disse Sánchez-Benedito.

 Essa conferência será o momento mais adequado para “termos uma estratégia a longo prazo de desenvolvimento ligada a reconstrução pós-ciclone e cheias”, explicou.

 Ainda em Sofala, o representante da EU visitou o Hospital Central da Beira (HCB), projectos de purificação de água, operações de assistência médica apoiadas pela Europa e participou numa distribuição de bens alimentares em Búzi, um dos distritos mais afectado pelas cheias.

 Segundo o embaixador, “este material que foi entregue faz parte de ajuda humanitária de emergência como arroz, feijão, mas também suplementos alimentares para crianças, produtos de saúde e água”.

“Vimos que ainda não ê fácil chegar a esses distritos”, sa-lientou o diplomata, admitindo as dificuldades logísticas da operação de apoio.

 A UE canalizou mais de nove milhões de euros e ativou um sistema de apoio através do mecanismo de proteção civil, com médicos e medicamentos para o momento de emergência.

 O ciclone Idai atingiu a região centro de Moçambique, o Maláui e o Zimbabwé a 14 de Março.

 Segundo o balanço das autoridades moçambicanas, o ciclone fez 602 mortos e 1.641 feridos, tendo afetado mais de 1,5 milhões de pessoas no centro de Moçambique.

 As autoridades do Zimbabwé revelaram que o ciclone causou 344 mortos no país, revendo em alta estimativas anteriores, que indicavam entre 180 a 250 vítimas mortais. Estão ainda pelo menos 257 pessoas dadas como desaparecidas no leste do país.