Um hino ao futebol, o encontro de dois estilos e o triunfo da razão

0
116
Um hino ao futebol, o encontro de dois estilos e o triunfo da razão

Que grande espectáculo de futebol. Nem a relva – muito contestada ao longo dos últimos dias – condicionou o intenso duelo entre a Inglaterra e a Itália, candidato a um dos melhores jogos deste Campeonato do Mundo de 2014, que está ainda no seu terceiro dia.

 No final, a razão triunfou sobre a emoção. Foi um encontro de estilo distintos com duas selecções históricas. A Itália saiu por cima (1-2) mas Inglaterra provou ter matéria prima para o futuro próximo.

 O processo de renovação não se limitou à selecção britânica. Do outro lado, des-taque para o papel de elementos como Darmian e Candreva. E que dizer de Sirigu, o guarda-redes que fez esquecer facilmente o lesionado Buffon.

 Marchisio inaugurou a contagem ao minuto 34 – íamos jurar que o golo tinha sido de Pirlo, perante a beleza daquela simulação – através de um remate cruzado de fora da área.

 A Inglaterra, que se mostrara mais acutilante até então, empatou de imediato por intermédio de Sturridge.

 Porém, Balotelli viria a garantir nova vantagem para os transalpinos após o intervalo.

 Roy Hodgson apostava na velocidade dos seus homens da frente, com Wayne Rooney a marcar o ritmo e Sterling a assumir-se como o principal desequilibrador. Seriam estes dois elementos, aliás, a construir o golo do empate, com Rooney a surgir na esquerda e a cruzar para o segundo poste, onde Sturridge concluiu sem dificuldade.

 A Itália privilegiava a posse de bola e o controlo do sector intermediário, com cinco unidades a garantir superioridade e Andrea Pirlo a ser o centro de tudo.

 Fenomenal a abertura de pernas na sequência de um canto, permitindo a Marchisio ter espaço para um pontapé certeiro, de meia distância.

 0-1 para os transalpinos, a resposta inglesa e tudo em aberto.

 Faltava, de qualquer forma, o incontornável Mário Balotelli. Ele que ameaçou o golo num improvisado chapéu a Joe Hart e marcou mesmo após o interregno.

 Bom trabalho de Candreva – um dos melhores em campo – cruzamento largo e Super Mario a cabecear de forma imperial, ao seu estilo.

 A selecção inglesa carregou em busca do empate, teve algumas oportunidades para o fazer mas Sirigu esteve à altura e segurou o resultado.

 Em cima da hora, uma obra de arte de Andrea Pirlo. Um livre cortado, levando a bola a mudar de direcção a meio do caminho. Joe Hart para um lado, iludido, e só o ferro a negar o 1-3 para Itália. Assombroso.

 Mas a selecção da Inglaterra não merecia tão pesado castigo. O resultado é justo.