Um FC Porto eficaz venceu um inconformado CSKA Moscovo 2-1 e apurou-se para os quartos de final

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FC Porto

FC Porto O golo madrugador de Hulk, aos 45 segundos, e o tento de Guarín (24) praticamente sentenciaram a eliminatória, mas Tosic (29) ainda reduziu e deixou algumas dúvidas no ar.

 O conjunto de Leonid Slutsky mostrou algum valor, dificultando o triunfo dos “dragões”, que ainda sofreram para se juntar a Benfica e Sporting de Braga nos dos quartos de final.
 Quando o CSKA, no início da segunda parte, ameaçava fazer estragos, André Villas-Boas mexeu na equipa, passando-a de um intranquilo “4x3x3” para um sereno e controlador “4x4x2”.

 O CSKA surpreendeu com a equipa muito arrojada que apresentou, com quatro médios ofensivos, sem trinco de raiz e dois avançados, mas os planos de Slutsky complicaram-se logo aos 45 segundos: Hulk marcou um livre na lateral, ninguém conseguiu a emenda e a bola acabou no fundo das redes.
Nem por isso os russos mudaram de atitude e, em menos de 20 minutos, já tinham disposto de nove pontapés de canto, com Vágner Love (03 minutos) a levar mesmo a bola a “pingar” na trave.

 Eficaz, o FC Porto aproveitou um erro para ampliar: Akinfeev (24) não chegou ao atraso do defesa e desviou para o lado, James Rodriguez acreditou e cruzou no limite para o segundo poste, onde apareceu Guarín a "fuzilar", confirmando o "pé quente" que revela há já três jogos.
 Se dúvidas houvesse quando ao perigo do CSKA, ainda “vivo”, apesar de 0-3 na eliminatória, Tosic (29) dissipou-as em lance bem gizado, no qual acabou liberto na área e atirou para fora do alcance de Helton.

 O desafio estava partido e o FC Porto perdeu boa oportunidade de ampliar quando, na sequência de livre, três atletas, sozinhos, atrapalharam-se na pequena área: na resposta imediata, um azar de Dumbia evitou que três atletas corressem isolados para a baliza.
A forte pressão do CSKA no reatamento provocou vários erros aos “dragões”, com dificuldades de passe, em sair a jogar, pelo que, após Aldonin ameaçar o empate, Villas-Boas meteu Belluschi (52) no lugar de James Rodriguez e passou para “4x4x2”.

A verdade é que a equipa serenou e, mais do que isso, afastou o adversário da sua área, passando a controlar melhor o seu futebol, enquanto o CSKA ia perdendo claramente fulgor físico, levando o treinador a gastar as três substituições no tudo por tudo.
Os “dragões” já controlavam, seguravam a bola e aos 78 Rolando marcou, mas o seu cabeceamento ainda passou pelo braço e não valeu.
 Já aos 90, Vágner Love, em lance individual, ainda ameaçou, mas o remate cruzado saiu ao lado.