Último convívio de 2018 da Academia-Mãe do Bacalhau

0
57

 A Academia-Mãe do Bacalhau despediu-se de 2018 com a última reunião de compadres e comadres a ter lugar na quinta-feira 13 de Dezembro, na União Portuguesa em Turffontein, sul de Joanesburgo. O almoço juntou 20 membros da tertúlia que contou com a presença do presidente honorário da Academia-Mãe, o compadre Adriano Leão.

 O repasto foi aberto pelas 13h30 com o “tom” do “Gavião de Penacho”, dado pelo compadre Rui Roxo.

 O presidente Contente deu as boas-vindas a todos os presentes, em particular ao presidente honorário Adriano Leão, “compadre, sei que vai para Portugal agora, passar o Natal e esta época festiva, desejo-lhe e desejamos-lhe todos, uma boa viagem e que corra tudo bem por lá e que as festas sejam boas. Cá o esperamos quando voltar”, afirmou o presidente.

 Para a tarefa de “carrasco” da tarde, a escolha do presidente recaiu no compadre Rui Roxo, “carrasco-mor” da Academia do Bacalhau de Joanesburgo.

O primeiro prato, a sopa de caldo-verde, foi servido. Prato este que se seguiu às entra-das de chouriço assado e cubos de melão com rolos de presunto.

 Após a sopa, o presidente soou o badalo e deu a palavra ao compadre Tony Almeida. “Vou tentar dar a mensagem ao Adriano, sem ficar emocionado. É uma mensagem de todos nós do Lar e minha. Querido amigo, todos os residentes do Lar Rainha Santa Isabel, agradecem todo o que fizeste pelo Lar, desejamoste um Natal muito feliz e um grande ano de 2019 muito próspero para ti.”

 Foi depois o presidente honorário Adriano Leão a intervir. “Caros compadres, como é que hei de responder? É sempre um privilégio dirigir-me a esta assembleia que tanto considero e prezo há quase 50 anos. Hoje trouxe do Lar, o Tony Almeida, a minha assistente Caroline, que tem sido incansável, para vir convivermos todos. Para todos vós, meus amigos, que de longe e de perto me fazem chegar o vosso calor humano. É muito bom poder dizer e viver a maneira como vivi e como vivo, e é só possível através da amizade que granjeei com todos vós. Vou passar o Natal e Ano Novo a Portugal, mas regresso em breve e espero encontrar-vos aqui todos”, afirmou o compadre Leão.

 O presidente Contente reiterou os votos de Boas-Festas de todos os compadres ao presidente Adriano Leão.

 O prato principal foi levado para a mesa. O “fiel amigo” foi preparado “à Lagareiro”. O bacalhau estava muito bem demolhado, a lascar na perfeição e muito bem assado, acompanhado de batatas a murro. Logo após o prato principal, o compadre José Ferreira, à guitarra portuguesa, tocou um pouco para todos e logo em seguida, o compadre Amílcar Martins cantou dois fados para os presentes.

 O presidente Contente mos-trou depois um álbum fotográfico, do Congresso Mundial de todas as Academias do Baca-lhau que decorreu em Joanesburgo e que estará no escritório e museu da Academia-Mãe no Lar Santa Isabel. O livro da autoria do compadre Carlos da Silva, fotógrafo profissional.

 “Um livro muito bem feito, o nosso compadre Carlos Silva esmerou-se”, afirmação que valeu ao compadre Carlos da Silva uma forte salva de palmas. O livro foi depois passado em torno da mesa para ser folheado e apreciado.

 O compadre José Maria dos Santos falou da família que é a Academia do Bacalhau de Joanesburgo e da importância do trabalho que ela desenvolve há 50 anos. Desejou a todos os presentes umas Santas e Boas-Festas e desejou ao compadre presidente honorário Adriano Leão uma boa viagem a Portugal e que na próxima semana se reencontrariam na cidade do Porto em Portugal.

 O presidente José Contente informou os presentes que esta seria a última reunião do ano e que a próxima, a primeira de 2019, será na próxima quinta-feira dia 10 de Janeiro. O local ainda estará por decidir, mas o presidente informou que em Janeiro comunicará por mensagens com os compadres e compadres o local do primeiro almoço.

 “Foi um ano de trabalho duro, muitas coisas fizémos, entre elas um grande congresso mundial e celebrámos condignamente as nossas Bodas de Ouro, os nossos 50 anos. Quero vos desejar umas Boas-Festas e para o ano cá nos encontramos para mais trabalho e mais bem-fazer”, afirmou o presidente que recebeu uma forte ovação.

 O compadre honorário Victor Salazar informou o presidente, que por sua vez comunicou a todos, que a Academia-Mãe, através do compadre Manuel Silva, fez 30 cabazes de Natal que foram entregues às igrejas de La Rochelle e de Malvern, num valor total de 27 mil randes.

 “Tinham os cabazes de natal também algumas postinhas de bacalhau, para que o Natal seja bem português e todos possam celebrar a data condignamente, independentemente da condição social”, afirmou o presidente.

 A palavra final da tarde foi dada ao “carrasco”. O compadre Carlos Borges Jr ofereceu uma garrafa de vinho do Porto, o compadre José Maria dos Santos uma de whiskey e o compadre José Luís Rodrigues ofereceu outra de whis-key também. Os digestivos foram levados para a mesa acompanhados dos cafés e das sobremesas, pudim de ovos.

 O almoço foi encerrado com um “Gavião de Penacho” cantado ao compadre presidente honorário Adriano Leão e outro ao presidente José Contente pelo bom trabalho feito ao longo do ano. O proponente do brinde, compadre José Luís Rodrigues, deu o “tom” do “Gavião”. Foi entoado o refrão da Marcha da Academia e foi cantado o último “Gavião de Penacho” de 2018. Muitos ficaram em conversa em torno da mesa e a escutar alguns fados cantados.