UEFA quer regime de excepção para quem regresse de jogos de selecção

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  A UEFA quer que os jogadores de futebol sejam isentados da obrigação de quarentena no regresso de jogos que tenham de disputar no estrangeiro, nomeadamente ao serviço das selecções nacionais.

  A poucos dias de se realizarem jogos para a Liga das Nações, a UEFA esteve quarta-feira reunida em videoconferência com os seus 55 associados e ficou clara a intenção de pedir aos governos dos países que a regra da quarentena, por causa da pandemia de covid-19, seja excepcionalmente afastada.

  Argumenta a UEFA que já tem o seu próprio mecanismo, o ‘Uefa Return to Play Protocol’, pelo que a viagem daqueles jogadores, avalizados pelas regras do organismo, que prevê bastantes testes, já não representará um risco para a sociedade.

  Com vários jogadores a alinhar em clubes de países estrangeiros, será intenso o fluxo em vés-pera da ‘janela’ de jogos da Liga das Nações – 3 a 8 de Setembro – e nos dias seguintes, antes do arranque da Liga espanhola e da Liga inglesa.

  A UEFA é o único organismo continental de futebol que não adiou os jogos de selecções de Setembro. De momento, só admite a alternativa de campos neutros, caso as condições locais coloquem em risco a realização de jogos.

  A nível de clubes, já se registaram problemas nas fases iniciais da Liga dos Campeões e Liga Europa, com o Drita, campeão do Kosovo, a ter de faltar a um jogo na Suíça e o Slovan Bratislava a ver adiada a sua deslocação às Ilhas Faroé.

  Entretanto, a UEFA encara a sua Supertaça, a 24 de Setembro, em Budapeste, como um ‘teste’ ao regresso do público aos estádios. O jogo oporá os vencedores da ‘Champions’ e da Liga Europa, cujas finais ainda se vão disputar.