UEFA – Liga Europa: Lázio demasiado forte para Sporting em gestão

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UEFA - Liga Europa: Lázio demasiado forte para Sporting em gestão

O Sporting perdeu por 2-0 em Roma, no último jogo do grupo D da Liga Europa de futebol que mais parecia um particular, pois já tinha assegurado o primeiro lugar e o apuramento para os 16 avos de final.

 A monótona exibição dos leões teve uma forte atenuante, que se prendeu com a necessidade de Domingos gerir o plantel e lançar uma mão cheia de jogadores pouco rodados e, na maior parte dos casos, inexperientes.
 O jogo, da sexta e última jornada da fase de Grupos, foi disputado num ritmo lento, previsível e pouco competitivo, com raros lances de ruptura, só possíveis com mudan-ças de andamento e de velocidade que escassearam ao longo da partida de parte a parte.

 A Lazio também teve manifestas responsabilidades na pobreza que caracterizou a partida sob o ponto de vista técnico, físico e tático, mas mereceu ganhar por ter sido a única equipa que fez algo por isso, que mais procurou a vitória e que criou algumas oportunidades de golo.
 O Sporting sentiu sempre grandes dificuldades nas transições ofensivas, por falta de rotinas e entrosamento entre os seus jogadores, e foi incapaz de incutir velocidade e profundidade às suas ações, tornando-se uma equipa muito previsível e fácil de anular.

 Os dois únicos lances de perigo criados pelo Sporting surgiram na segunda parte, am-bas protagonizadas por Bojinov, a primeira aos 47 minutos, e a segunda já nos últimos minutos, na execução de um livre directo a que Bizarri correspondeu com uma grande defesa.
 A Lazio abriu o marcador aos 42 minutos, por Kozák, e fechou a contagem aos 55, por Sculli, com um denominador comum aos dois lances: duas falhas graves de concentração da defesa leonina, que ficou estática, sem reacção.

 Do lado do Sporting, André Martins voltou a justificar mais uma oportunidade de Domingos, mas Evaldo, André Santos, Carrillo e Diego Rubio deixaram muito a desejar em termos exibicionais.
 Evaldo usou e abusou de cruzamentos mal medidos, André Santos de passes laterais, Carrilo de individualismos condenados ao malogro, sem nunca acertar com o tempo de soltar a bola, enquanto Diego Rubio passou ao lado do jogo.

 Do ponto de vista colectivo era difícil exigir mais a uma equipa com tantos jogadores que não são habituais titulares, que não têm o grau de entrosamento, as rotinas e até o ritmo competitivo que se exige para competir numa prova europeia.