Turismo português recuperou em 2010 e contribuiu com 4 mil milhões para a balança externa

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Turismo português

Turismo  português O sector do turismo em Portugal recuperou em 2010 acima das expectativas e deverá ter um contributo positivo de quatro mil milhões de euros para a balança comercial, disse Vieira da Silva.

 O ministro da Economia, Inovação e Desenvolvimento falava aos jornalistas em Madrid depois de visitar o stand de Portugal na FITUR, a Feira de Turismo da capital espanhola, marcada este ano por um maior optimismo dos operadores.
 “2010 foi um ano que recuperou bem acima das expectativas que tínhamos no início do ano. Em Novembro de 2010, e segundo os dados do Banco Portugal a receita turística atingiu já toda a receita turística de 2009”, afirmou.

 “Vamos colocar 2010 ao nível dos melhores anos de sempre, em termos de receita turística e de saldo turístico. Com estes resultados o turismo vai contribuir com cerca de quatro mil milhões de euros para a nossa balança externa e isso é extremamente significativo”, sublinhou.
 O governante afirmou que essa recuperação torna mais importante ainda o esforço de promoção, fortalecendo a imagem sobre as novas infra-estruturas, capacidades hoteleiras e produtos turísticos.

 No caso da FITUR a aposta é na gastronomia e nos vinhos com o programa “Prove Portugal” e a campanha para Espanha “O melhor peixe do mundo”, que está a suscitar bastante interesse entre os visitantes à FITUR.
 “Este ano escolhemos um produto com enorme potencial de crescimento, que é a associação entre a nossa gastronomia e os nossos vinhos que são já hoje e cada vez mais no futuro uma das bandeiras, um dos pontos de referência de uma oferta turística mais diversificada”, afirmou.

 Para este ano a expectativa é que continue a “trajectória de crescimento”, com a FITUR a ser um sinal de optimismo, tanto pelo maior interesse junto dos operadores presentes como pela reanimação de alguns mercados de origem.
 “A recuperação turística anda a par também com o crescimento das exportações. Talvez não esteja errado em identificar a actividade turística como das primeiras a ter construído uma trajectória de recuperação face as quebras de 2009. Mais cedo que outras actividades económicas e bem mais cedo do que muitos pensavam”, disse.

 Sobre a situação financeira, Vieira da Silva reafirmou os esforços do Governo português e dos congéneres europeus, insistindo que além da prioridade das contas públicas há que pensar na sustentabilidade económica futura.
 “Nós estamos a fazer o melhor que podemos, tudo o que sabemos e a empenhar o maior dos nossos esforços para que em Portugal e na Europa se dê a resposta que a difícil situação financeira exige”, disse.

 “A resposta é hoje prioritariamente uma resposta ao nível das contas públicas e das condições financeiras mas ela não seria sustentável se não melhorássemos a competitividade da nossa economia, não melhorássemos a capacidade de fazer crescer a criação de riqueza e emprego. E há poucos sectores que em Portugal o possam fazer de forma tão sustentada e com a qualidade tão elevada como o sector do turismo”, disse.