Turismo mundial deverá cair cinco por cento este ano

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Turismo mundial

Turismo mundialO turismo mundial deverá cair cinco por cento este ano face a 2008 em consequência da crise económica e, em alguns destinos, dos efeitos da gripe A, segundo as previsões da Organização Mundial do Turismo (OMT).

Se estas previsões se confirmarem, este será o pior resultado desde há décadas, indicou o secretário geral da organização, Taleb Rifai, no âmbito da décima oitava assembleia geral da OMT, que se realizou na capital do Kazaquistão, Astaná.

 Como nas crises anteriores, a OMT calcula que as receitas do turismo baixarão, já que os consumidores tendem a comprar mais barato, a viajar para menos longe e por menos tempo.

 Antecipa assim um crescimento negativo das chegadas de turistas em todas as regiões do mundo, excepto na África, onde nos sete primei-ros meses do ano o turismo cresceu quatro por cento.
 Em contrapartida, os mercados internos, muito estimulados por muitos governos durante a crise, “terão tido um comportamento melhor”, no-tou Rifai.

 Como se previa, a tendência negativa registada no segundo semestre de 2088 intensificou-se no exercício actual e as chegadas de turistas mun-diais caíram sete por cento até Julho.
 No entanto, a actividade foi mais dinâmica no Verão, o que faz prever uma certa me-lhoria na evolução da indústria nos últimos meses de 2009 e uma ligeira recuperação em 2010.

 A Europa, o principal destino do mundo, foi a mais afectada, com uma quebra superior à média mundial – de oito por cento nos sete primeiros meses do ano – embora o crescimento do turismo nacional, sobretudo nos países maiores que oferecem uma variedade suficiente poderá ter compensado em parte a queda da afluência de estrangeiros.
 As projecções económicas recentes indicam que a eco-nomia mundial poderá começar a sair desta recessão sem precedentes e que, embora persista uma grande incerteza, há sinais de que o pior poderá ter passado também para o sector do turismo, sublinhou o secretário geral da OMT.

 Observou ainda que a retoma está dependente da evolução da pandemia de gripe A, cuja gravidade pode mudar e variar de um país para o outro, com natural impacto para o sector turístico.