Turismo Lisboa defende visão global para o estuário do Tejo

0
85
Turismo Lisboa

Turismo LisboaO director geral do Turismo de Lisboa defendeu a necessidade de uma visão global para o turismo náutico no estuário do Tejo, apostando em infraestruturas como a Estação Náutica em Algés e o Terminal de Cruzeiros.

 “É preciso uma visão global entre Norte e Sul, uma segmentação de apoio aos residentes e aos turistas, no caso do mercado externo”, afirmou Vitor Costa.
 A necessidade de um maior equilíbrio entre a oferta de infraestruturas a Norte e a Sul do Tejo é igualmente defendida num estudo apresentado no passado mês de Março pela Administração do Porto de Lisboa (APL).
 Nesse trabalho, a APL considera que as infraestruturas e equipamentos de apoio à náutica de recreio actualmente existentes no estuário estão desajustados face potencial da região e às necessidades de procura.

 “Tais limitações acabam por condicionar a atractividade do Estuário do Tejo para a prática de actividades náuticas de recreio e lazer, aspecto que se repercute necessariamente no dinamismo das actividades complementares”, refere o estudo.
 O director geral do Turismo de Lisboa defendeu que, além de uma visão de conjunto, é preciso “uma segmentação do que serve mais o mar e do que serve mais o rio e complementaridade entre residentes e turistas”.

 Vítor Costa aponta ainda a necessidade de apoiar os residentes com outras infraestruturas para libertar alguns lugares para turistas.
“As Docas de Lisboa estão quase todas ocupadas com mercado interno. Poderia haver libertação de alguns lugares para mercado turístico”, acrescentou.

 O responsável sublinhou igualmente a importância do novo Terminal de Cruzeiros de Lisboa, lembrando que este é um mercado me crescimento e que se prevê cheguem a Lisboa por esta via este ano 500.000 turistas.
 “Lisboa recebe muitos passageiros, mas são precisas condições de recepção, que estão abaixo do desejável em qualquer destino turístico de qualidade. Aqui o terminal é a infraestrutura mais importante”, defendeu.

 Já a propósito das infraestruturas em falta o responsável do Turismo de Lisboa apontou a zona de Pedrouços, lembrando a competição náutica Volvo Ocean Race, que Lisboa vai receber e 2012.
O estudo da APL aponta seis áreas com boas condições para o desenvolvimento da infraestruturas de ápio à navegação de recreio: Jamor, Algés/Pedrouços, Santo Amaro/Alcântara/Santos, Seixal/Siderurgia e Barreiro/Quimiparque.

 Defende também a necessidade de construção de novas infraestruturas de gama alta, apontando como projectos estruturantes a marina de Porto Cruz, o Centro Náutico de Algés (Oeiras) e a marina de Pedrouços.
 O documento indica igualmente a necessidade de identificar as principais áreas de interesse para a navegação e o levantamento dos canais e calas associados para definir um programa para melhorar as condições de navegabilida-de.