Tudo a postos para receber o Papa em Fátima

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Tudo a postos para receber o Papa em Fátima

O reitor do Santuário de Fátima disse à Lusa que “está tudo a postos” para receber o Papa e os peregrinos a 12 e 13 de maio, e apelou aos fiéis que se desloquem à cidade-santuário.

 “Está tudo a postos para receber os peregrinos e está tudo a postos para receber esse peregrino especialíssimo que é o Papa”, afirmou o padre Carlos Cabecinhas.

 O responsável adiantou que a cerca de um mês da visita papal há, contudo, “ainda aspectos logísticos” por terminar.

 “As várias forças que têm de intervir nesta preparação estão todas já a trabalhar há muito tempo neste aspecto e, por isso, eu posso dizer neste momento está tudo pronto. Há aspectos logísticos que estamos a ultimar, mas está tudo pronto para receber o Papa do ponto de vista da segurança, do ponto de vista logístico e está tudo pronto para receber os peregrinos”, assegurou.

 Entre os aspectos por concretizar, o reitor exemplificou com a colocação de écrans gigantes nas ruas de Fátima.

 “É preciso pensar a colocação dos écrans gigantes que quer o santuário, quer a autarquia temos previstos para que todos os peregrinos que não possam ter acesso ao recinto possam acompanhar [as celebrações religiosas]. Está já definido o local, não estão ainda colocados”, referiu.

 Segundo o reitor do santuário, são aspectos como este que estão previstos e planeados, mas não estão realizados porque faltam cinco semanas para a visita de Francisco.

 “Nós queremos que os peregrinos venham, que os peregrinos estejam presentes”, adiantou Carlos Cabecinhas.

 Notando que desde o anúncio e confirmação da visita do Papa que “se tem sublinhado que ‘certamente vai estar uma grande multidão, que não será possível que todos vejam o Papa’”, o reitor declarou querer “contrariar essa ideia”.

 “O que é preciso dizer é que os peregrinos venham, é que

 estejam em Fátima, é que façam a experiência feliz de estar com o Papa Francisco de perto, porque haverá possibilidade, porque haverá oportunidade, porque Fátima tem capacidade para acolher”, realçou.

 Reconhecendo que “nem todos os que virão a Fátima nestes dias cabem” no templo, o reitor destacou que “o Papa Francisco ao chegar vai percorrer um longo caminho desde o estádio municipal até ao santuário, em que os peregrinos o poderão saudar de perto, vê-lo de perto, como na saída poderão vê-lo de perto”.

 “Por isso, o grande desafio que eu faço é: está tudo preparado, os peregrinos venham, estejam presentes, façam a festa connosco, acolham o Papa, manifestem-lhe o carinho que ele merece”, acrescentou.

 Francisco será o quarto Papa a visitar Fátima, a 12 e 13 de maio, e vai presidir ao centenário das aparições na Cova da Iria.

 Os anteriores Papas a visitar o santuário da Cova da Iria foram Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991, 2000) e Bento XVI (2010).

 

* Presidente Marcelo  tenciona estar

em Fátima a partir de 11 de maio

 

 O Presidente da República disse na quarta-feira que, tal como o Governo, está particularmente confiante na operação da Autoridade Nacional de Protecção Civil para a visita do Papa, tencionando estar em Fátima entre 11 e 13 de maio.

 No discurso de apresentação do dispositivo de protecção e socorro da "Operação Fátima 2017" para a visita do Papa Francisco ao santuário, que decorreu na Autoridade Nacional de Protecção Civil, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que "quer o Governo – aqui representado – quer o Presidente da República, estão particularmente confiantes em mais uma intervenção desta autoridade".

 "Eu terei oportunidade de acompanhá-la de perto, até porque tenciono estar em Fátima na noite de dia 11, portanto acompanharei de perto tudo o que se for passando do dia 11 para o dia 12, ao longo do dia 12, do dia 12 para o dia 13 e ao longo do dia 13. No caso do dia 12, como do dia 13, também lá estará o senhor primeiro-ministro", revelou.

 De acordo com o Presidente da República, esta é uma "operação bem mais complexa do que se poderia imaginar".

 "Há um planeamento atento, um diálogo constante com autarquias, uma confluência de instituições, duas dezenas de instituições que confluem no mesmo espaço e no mesmo período de tempo, numa intervenção complexa e que foi planeada, programada, hoje é apresentada e vai ser meticulosamente executada", detalhou.

 Marcelo Rebelo de Sousa evidenciou que a visita do Papa Francisco ao Santuário de Fátima, marcada para 12 e 13 de março, não é uma visita papal qualquer e "vai concitar uma atenção, um empenho quer de portugueses quer de estrangeiros".

 Segundo o Presidente da República, "vários Chefes de Estado e vários membros de governos de outros países insistem em encontrar-se em Fátima", colocando problemas complementares de segurança uma vez que coincidirão visitas oficiais nos dias antes e depois.

 "Não podemos ignorar a importância externa desta visita papal", apelou.

 Marcelo Rebelo de Sousa deixou uma palavra de "reconhecimento por tudo o que é feito dia a dia ao serviço da comunidade" pela Autoridade Nacional de Protecção Civil, deixando ainda "um estímulo e um incentivo" com a presença na cerimónia "para mostrar como acompanha, apoia e estimula" a intervenção na sociedade.

 "Nós somos todos protecção civil porque nós somos todos Portugal. E na medida em que somos todos Portugal tudo aquilo que é importante para Portugal é importante para todos nós", enfatizou.

 Marcelo Rebelo de Sousa explicou que este foi um dia dedicado à "Autoridade Nacional de Protecção Civil, que o mesmo é dizer dedicado aos portugueses", uma vez que de manhã se deslocou a Lamego, onde oito pessoas morreram na sequência de explosões ocorridas na terça-feira numa fábrica de pirotecnia em Avões.

 O Presidente da República pediu desculpa pelo atraso na cerimónia de apresentação da "Operação Fátima 2017", que depois de ter sido cancelada de manhã devido à ida de Marcelo a Lamego, começou à tarde com duas horas de atraso em relação ao horário previsto.

O dispositivo especial de protecção e socorro para a visita do Papa a Fátima, em maio, vai envolver 668 operacionais, podendo este número ser aumentado com mais 312, caso aconteça alguma situação de excepção.