Tribunal proíbe muçulmano de queimar Bíblias em Joanesburgo

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Bíblias em Joanesburgo

Bíblias em JoanesburgoO Tribunal Superior da magistratura de Joanesburgo proibiu um empresário muçulmano de proceder à queima pública de Bíblias.

 O advogado Zehir Omar, que representa a organização “Scholars of The Truth” (Estudantes da Verdade), citado pela agência de notícias sul-africana SAPA, disse ter requerido ao tribunal que emitisse uma ordem judicial contra Mohammed Vawda proibindo este de queimar bíblias numa praça de Joanesburgo.
 “O juiz deliberou que a liberdade de expressão não é ilimitada se o seu exercício por alguém lesar terceiros”, disse o queixoso, confirmando que Vawda está impedido de levar por diante o seu plano.

Mohammed Vawda confessou ter anunciado a sua decisão de queimar Bíblias na praça de Library Gardens, no centro de Joanesburgo, no dia em que se assinala o nono aniversário dos ataques contra o World Trade Center e o Pentágono, foi motivada por uma reacção aos planos do pastor norte-americano Terry Jones de queimar uma centena de cópias do Corão.
 Vawda garante que lamenta a sua decisão inicial, que não se baseava em nenhum sentimento de hostilidade relativamente aos cristãos nem ao povo sul-africano.

 “Ele (Jones) enfureceu-me e enraiveceu-me, por isso decidi actuar contra ele e as suas acções de queimar o Corão”, concluiu Mohammed Vawda.
 A moção apresentada pelos “Scholars of The Truth” refere várias passagens do Corão nas quais se defende o res-peito pela Bíblia e pelo livro sagrado do judaísmo, a Tora.
 Vawda aceitou com naturalidade o veredicto e questionou a razão pela qual ninguém nos Estados Unidos foi capaz de apresentar uma moção se-melhante à que foi apresentada contra si proibindo Jones de queimar o livro sagrado dos muçulmanos.
 “Talvez esta seja uma lição que a África do Sul pode dar ao mundo”, disse à SAPA Mohammed Vawda.