Três regiões portuguesas disputam eleição de Cidade Europeia do Vinho 2015

0
41
Três regiões portuguesas disputam eleição de Cidade Europeia do Vinho 2015

As regiões da Bairrada, Monção, Melgaço e Reguengos de Monsaraz apresentaram a candidatura ao concurso Cidade Europeia do Vinho 2015, que irá “projectar internacio-nalmente um território vitivinícola português”, referiu a Associação de Municípios Portu-gueses do Vinho (AMPV).

 A apresentação das três regiões portuguesas candidatas a Cidade Europeia do Vinho 2015 decorreu no Instituto da Vinha e do Vinho, em Lisboa.

 Segundo o presidente da AMPV, Pedro Magalhães Ribeiro, as regiões de vinho, em Portugal, “são territórios que sofrem do estigma da ruralidade, mas não têm que estar associados ao subdesenvolvimento”.

 “A alma do vinho é tão forte, que serve de alavanca na economia e no desenvolvimento de cada território”, disse.

 Na região da Bairrada, os municípios de Cantanhede, Anadia, Mealhada, Águeda e Oliveira do Bairro apresentaram uma candidatura conjunta para “promover e divulgar a excelência dos vinhos da Bairrada”, através de 72 eventos previstos, num orçamento que “ronda os cinco milhões de euros”, disse o presidente da Câmara de Cantanhede.

 Para o autarca, João Moura, a cultura do vinho tem “um papel crucial na dinamização do território da Bairrada do ponto de vista social, económico e turístico”.

 Para além da região da Bair-rada, os municípios de Monção e Melgaço também concorrem ao concurso Cidade Europeia do Vinho 2015, em que pretendem “projectar o vinho verde de Alvarinho como marca da oferta enoturística da região”, com 67 actividades programadas, num orçamento de “cerca de quatro milhões de euros”, disse o presidente da Câmara de Monção, Augusto Domingues.

 A autarquia é também uma das participantes, numa aposta para “potenciar e criar mais-valias no sector vitivinícola local, mas também no concelho e na região do Alen-tejo”.

 Segundo o presidente da Câmara de Reguengos de Monsaraz, José Calixto, “a produção de vinho é o principal sector da economia local, com uma facturação de 40 a 45 milhões de euros na totalidade de todos os produtores”.