Transferência das pensões foi oportunidade para os bancos – diz Vítor Gaspar

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Transferência das pensões foi oportunidade para os bancos - diz Vítor Gaspar

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, afirmou que a transferência parcial de fundos de pensões da banca para o Estado foi uma “oportunidade” para os bancos portugueses que estavam em desvantagem face aos congéneres europeus.

 “Tendo em conta o atual enquadramento financeiro nacional e internacional, considerou-se essencial que os bancos portugueses reduzissem a sua elevada exposição aos riscos dos planos de benefícios definidos que constituíram a favor dos seus trabalhadores”, defendeu o ministro das Finanças, na Comissão de Segurança Social e Trabalho.

 Na comissão solicitada pelo PCP, Vítor Gaspar garantiu que “o propósito da operação [transferência do fundo de pensões da banca para a Segurança Social] não se esgota no cumprimento do limite do défice”, realçando que "a exposição dos bancos portugueses constitui uma significativa desvantagem das instituição de crédito portuguesas face a generalidade das suas congéneres europeias”.

 “A transferência parcial dos fundos de pensões para a Segurança Social constitui uma oportunidade para reduzir a dimensão do problema no contexto mais alargado de reforço de capital do sistema bancário europeu”, defendeu o governante.
 O responsável da pasta das Finanças manifestou ainda “convicção” de que “adiar a resolução desta questão leva-ria que, no futuro não muito distante, o problema se viesse a colocar de forma agravada e de forma idiossincrática para a banca portuguesa”.

 O governador do Banco de Portugal disse que o sistema financeiro fica "ainda mais sólido" com a transferência dos fundos de pensões da banca para a Segurança Social, que permite o cumprimento do défice orçamental de 2011.
 "O sistema financeiro no final desta operação estava sólido e fica ainda mais sólido", considerou Carlos Costa no parlamento perante os deputados das comissões de Orçamento e Finanças e Segurança Social e Trabalho.
 O responsável disse ainda que, além dos bancos, a operação foi neutra para os contribuintes e que não prejudicou os pensionistas bancários que passaram para o Estado.