Tranquilidade regressa à Comunidade portuguesa em Moçambique

0
119
Tranquilidade regressa à Comunidade portuguesa em Moçambique

A comunidade portuguesa em Moçambique vive uma "sensação de tranquilidade", depois da onda de raptos que assolou algumas cidades moçambicanas, disse Carlos Páscoa Gonçalves, deputado do PSD pelo Círculo da Emigração Fora da Europa.

 Carlos Páscoa Gonçalves deu conta da sua satisfação nos encontros com membros da comunidade portuguesa em Maputo, no âmbito da visita de trabalho que realizou ao país, numa missão que inclui também a África do Sul e Namíbia.

 "O que pude perceber nos contactos que tive com alguns portugueses residentes cá é que a situação de insegurança, devido a problemas relacionados com raptos, está a passar, e foi substituída pela sensação de tranquilidade", afirmou Gonçalves.

 Os portugueses que estão em Moçambique, assinalou o deputado, retomaram a sua vida normal e os homens de negócios que se tinham retraído estão determinados a avançar com os seus investimentos.

 "Moçambique ainda é visto como um destino de possibilidades de investimentos. Os empresários que tinham adiado a decisão de investir, estão novamente entusiasmados", acrescentou Carlos Páscoa Gonçalves.

 Relativamente à tensão política e militar que Moçambique vinha conhecendo na sequência do litígio militar, o deputado do PSD diz que registou um sentimento de "optimismo" junto dos membros da comunidade portuguesa, "animados" pelo desanuviamento da crispação entre o Governo e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), o principal partido da oposição moçambicana.

 "O país alcançará os entendimentos necessários para manter a continuidade no rumo da paz", destacou Carlos Páscoa Gonçalves.

 

* Comissão parlamentar portuguesa feliz com evolução da situação política moçambicana

 

 A Comissão dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades Portuguesas da Assembleia da República manifestou-se feliz com o desanuviamento da tensão política e militar em Moçambique, apontando que o país africano "é estratégico para Portugal".

 A satisfação da comissão foi transmitida pelo presidente do órgão, Sérgio Sousa Pinto, no âmbito dos encontros que uma missão da comissão manteve em Maputo com as Comunidade portuguesa em Moçambique

chefias das três bancadas parlamentares moçambicanas, nomeadamente Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) e Movimento Democrático de Moçambique (MDM).

 "Acompanhámos com muita preocupação a situação política e militar em Moçambique, mas estamos felizes com a evolução da situação. Falámos com várias entidades e temos estado a ouvir uma mensagem de confiança", disse Sérgio Sousa Pinto.

 A realização em curso do recenseamento eleitoral, realçou o deputado socialista português, e o sinal de que haverá eleições gerais (presidenciais e legislativas) em Outubro, é a demonstração de que Moçambique já está a resolver a crise política e militar que prevalecia desde finais de 2012.

 "Os assuntos de Moçambique são assuntos que interessam a Portugal, porque Moçambique tem um interesse estratégico pelos laços históricos e linguísticos existentes entre ambos os países e pelo seu papel no continente africano", afirmou Sérgio Sousa Pinto.

 O presidente da comissão apontou a manutenção da paz em Moçambique como fator prévio para que continue na senda do crescimento e desenvolvimento económico, salientando a importância fundamental do país para o continente africano.

 Moçambique viveu desde princípios de 2012 até recentemente uma situação de forte instabilidade política e militar, devido a divergências entre o Governo e a Renamo, principal partido da oposição, em torno da lei eleitoral, mas as negociações para resolver a situação resultaram já na aprovação de uma nova lei eleitoral, que acomoda as exigências do principal partido da oposição.