Trabalhadores dos serviços centrais do Banif nos Açores e Madeira ficam no Totta

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Trabalhadores dos serviços centrais do Banif nos Açores e Madeira ficam no Totta

Os 47 trabalhadores dos serviços centrais do Banif nos Açores e na Madeira ficam no Santander Totta, disseram responsáveis do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas.

 “Foi-nos garantido que todos os trabalhadores dos Açores, independentemente dos servi-ços que estavam a desempenhar e das direcções a que pertenciam, ficariam no San-tander Totta”, afirmou Afonso Quental, coordenador da Secção Regional de Ponta Delga-da do sindicato, explicando que, dessa forma, está excluída a sua integração na nova sociedade-veículo, para onde foram transferidos activos, incluindo ‘tóxicos’, do antigo banco.

 Segundo Afonso Quental, a situação diz respeito “aos 204 funcionários da rede comercial (agências) e mais 37 trabalhadores que estavam afectos aos chamados serviços centrais”.

 O sindicalista adiantou que esta decisão o deixou tranquilo, esclarecendo que a garantia foi dada à direcção nacio-nal do sindicato, que se reuniu com “os ministros das Finanças e do Trabalho e com a di-recção de recursos humanos do ex-Banif”, a mesma certeza com que ficou da reunião com o presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro.

 O coordenador do Funchal do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, Álvaro Gonçalves, adiantou, por sua vez, que os dez trabalhadores dos servi-ços centrais do Banif no arqui-pélago da Madeira “ficam claramente no banco Santander Totta”, assim como os cerca de 240 da rede comercial.

 “Não fazia sentido haver divergência” e que “essa pequena minoria” não fosse contemplada, considerou Álvaro Gonçalves, referindo que “essa garantia foi dada pela administração do Santander Totta”.

 A 20 de Dezembro, domingo ao final da noite, o Governo e o Banco de Portugal anunciaram a resolução do Banif, com a venda de parte da atividade bancária ao Santander Totta, por 150 milhões de euros, e a transferência de outros ativos – incluindo ‘tóxicos’ – para a nova sociedade veículo.

 A resolução foi acompanhada de um apoio público de 2.255 milhões de euros, sendo que 1.766 milhões de euros saem diretamente do Estado e 489 milhões do Fundo de Resolu-ção bancário, que consolida nas contas públicas.

 A este valor somam-se as duas garantias bancárias que o Estado presta, no total de 746 milhões de euros, e ainda os 825 milhões de euros da injecção de capital que o Estado fez em 2012 no banco (700 milhões em acções e 125 milhões de dívida híbrida – ‘CoCo bonds’ – que o Banif ainda não tinha pago) e que foram dados como perdidos no âmbito do resgate.

 No total, e tendo em conta os valores até agora conhecidos e retirando o valor pago pelo Santander Totta, o resgate ao Banif pode custar ao Estado – e, logo, aos contribuintes – até 3.700 milhões de euros.

 Quanto aos trabalhadores do Banif, a informação até agora disponibilizada era de que cerca de 1.100 da rede co-mercial passaram para o Santander Totta, enquanto cerca de 500 dos serviços centrais foram integrados na sociedade-veículo, na alçada do Banco de Portugal.

 A excepção são os trabalhadores dos serviços dos Açores e da Madeira, que são todos absorvidos pelo Santander Totta.

 Antes da resolução, o Banif era o sétimo maior grupo bancário português e líder de mercado nos Açores e na Madeira. Nas regiões autónomas, o Santander Totta tinha uma pequena quota de mercado.