Trabalhadores do chá em greve na Índia por aumento de 50 cêntimos diário

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 Centenas de milhares de trabalhadores nas plantações de chá de Darjeeling, leste da Índia, efecturam uma greve para obter um aumento salarial de 50 cêntimos por dia.

 “Mais de 400.000 trabalhadores de cerca de 370 plantações participaram nesta greve de três dias” no Estado de Bengala Ocidental, precisou à agência noticiosa France-Presse Aloke Chakraborty, presidente do comité central do sindicato dos trabalhadores do chá.

 “O salário mínimo diário de um operário na plantação é de 169 rupias [2,1 euros]”, acrescentou. Pedimos um aumento de 20% para 203 rupias [2,6 euros]”, acrescentou.

 De momento, os grevistas ainda não afectaram o trabalho nas plantações de Darjeeling, célebres pelo seu chá exportado para todo o mundo.

 Segundo os ‘media’, 29 sindicatos locais apoiaram a greve.

 Os sindicatos esperam exercer uma pressão máxima num período em que a produção atinge o máximo e os prejuízos financeiros serão mais importantes.

 “Somos sensíveis à questão e tentamos encontrar uma solução para aumentar o salário mínimo dos operários”, decla-rou aos ‘media’ um ministro regional, Gautam Dev.

 As plantações de chá, um vestígio do regime colonial britânico, são regularmente notícia em destaque nos ‘media’ indianos devido aos conflitos salariais e às más condições de trabalho.