Torneio Internacional de Hóquei em Patins foi um sucesso na RSA

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Torneio Internacional de Hóquei em Patins foi um sucesso na RSA

Torneio Internacional de Hóquei em Patins foi um sucesso na RSAO Pavilhão Desportivo da ACP de Pretória serviu de palco para um intercâmbio entre a África do Sul e Moçambique com a realização do Torneio Internacional de Hóquei em patins, que no ponto de vista desportivo foi um sucesso.

 Só foi pena que o público, mais uma vez tenha primado pela sua ausência, pois nas bancadas, apenas se viam os familiares dos jogadores que participaram na prova, em representação dos dois países vizinhos.
 Este torneio, para além do intercâmbio, serviu também como que um teste de pre-paração, para as representações de Moçambique e da África do Sul, que no próximo mês de Setembro vão participar nos Campeonatos Mundiais de Hóquei em Patins, nas categorias de júniores e de séniores.
 O Torneio Internacional nasceu de uma iniciativa gizada pela Federação de Hóquei Patinado de Moçambique e a sua congénere da África do Sul, que contou com a colaboração dos dirigentes da ACP de Pretória que cederam o seu Pavilhão Desportivo.

 A prova teve início na sexta-feira à noite, com o jogo inaugural entre a Selecção Júnior da África do Sul e a Selecção A de Moçambique.
 Apesar do desnível no marcador, foi um encontro que teve os seus momentos bons, embora os jovens sul-africanos tenham fraquejado perante os moçambicanos, que venceram por 20-2.
 No segundo jogo da noite a Selecção A da África do Sul defrontou a representação B de Moçambique e com relativa facilidade terminou o encontro a vencer por 9-0.
 No sábado de manhã o torneio teve a sua re-abertura com a partida Selecção Júnior da África do Sul e Selecção B de Moçambique.
 Do primeiro ao minuto final, foi um encontro muito equilibrado, com oscilações na marcha do marcador.
 Os jovens sul-africanos, desta feita acertaram o seu jogo e deram uma boa réplica ao adversário.

 No final registou-se um empate (3-3) que de certo modo se ajusta com o desenrolar do encontro que premeia o esforço dos jogadores das duas equipas.
 O segundo encontro da manhã, foi um frente a frente entre as Selecções A dos dois países.
 Também se tratou de uma partida onde prevaleceu o equilíbrio. Os moçambicanos na recta final, marcaram o terceiro tento que lhes garantiu a vitória (3-2).

 Na parte da tarde voltaram a defrontar-se os mesmos adversários e desta feita, a Se-lecção Júnior da África do Sul, num encontro com muitos golos, chegou ao final na posição de vencedora (7-6) que reflecte a verdade do que se passou no campo.
 Para terminar este Torneio Internacional, voltaram a defrontar-se as Selecções Se-niores da África do Sul e de Moçambique – representação “A”.
 Os anfitriões tiveram de se esforçar para chegar à vitória, pois a poucos minutos do termo do encontro ainda não estava decidido o vencedor.
 Um quinto golo, deu a vitória às cores da África do Sul. Resultado final (5-4).

 Joaquim Coimbra, presidente da Federação Sul Africana de Hóquei em Patins afirmou, relativamente ao Torneio Internacional:
 “O mais importante deste torneio foi permitir às representações dos dois países fazerem uma “rodagem” com vista aos Campeonatos Mundiais das duas categorias, júniores e séniores que se disputam no próximo mês de Setembro.”
 Como analisa o hóquei moçambicano?

 “É difícil fazer uma análise real, assistindo a apenas a estes encontros.
 Moçambique sofre como nós, África do Sul, da falta de contactos internacionais, dada à situação geográfica.
 Qualquer deslocação torna-se onerosa e incomportável para os cofres das respectivas Federações.
 Temos de nos cingir a estas partidas entre países vizinhos para nos prepararmos para a prova principal do hóquei em patins, que vai ser jogado em Portugal e na Argentina.
 A nossa Selecção de Júniores, de 10 a 17 de Setembro deslocar-se-á a Barcelos, Portugal para participar no Mundial enquanto a representação sénior viajará até San Juan, na Argentina, onde se disputa o Mundial de 24 de Setembro a 1 de Outubro.”
 É a primeira vez que a Selecção da África do Sul estará no grupo da élite do hóquei patinado. Perspectivas para essa prova?

 “Vamos ganhar experiência na alta roda do hóquei patinado mundial. Tentar fazer o melhor e dar tudo por tudo para nos mantermos no Grupo A, ao qual ascendemos ainda recentemente. Está claro que iremos tentar vencer alguns encontros e pontuar para não ser um “sobe e desce”.
Tony Correia é o treinador da Selecção Júnior, que se faz acompanhar pelo director Vítor Peleias e o delegado Marco Gomes.
 Tony Correia começou por nos dizer:
 “Este Torneio Internacional foi organizado a bom tempo, pois permitiu uma rodagem às selecções dos dois países que em breve vão participar nos Campeonatos Mundiais.”
 A sua selecção de júniores vai até Barcelos. Espera contar com apoio dos portugueses da cidade?

 “Tenho quase a certeza que isso acontecerá, pois já noutras alturas em que jogámos em Portugal, tivémos o antigos jogadores, que militaram no hóquei local a dar o seu apoio. Também temos que contar com aqueles que viveram cá no passado e que regressaram a Portugal. De certeza lá estarão com o seu calor.”
 E a participação da sua selecção neste Mundial?
 “Bem isto é mais um prémio aos jogadores pela sua dedicação à modalidade. Mas não se fique com a ideia de que apenas vamos passear.
 Vamos, dentro das nossas limitações honrar as cores da Selecção da África do Sul.”
 Sabemos que tem tido problemas com a formação da selecção, por causa da vida académica dos seus jogadores?

 “Sim devido  ao facto de muitos deles estarem a terminar o 12º ano, ou seja a “Matric” alguns não conseguem comparecer aos treinos. Tivémos que mudar os horários para os acomodar.
 Além disso temos as distâncias e muitos têm dificuldades nos transportes.

 O que nos tem valido é a entreajuda que persiste na equipa. Alguns colegas têm ido buscar e levar jogadores. Também uma palavra de apreço para o Jock Coimbra e Vítor Peleias que muito  têm contribuído para solucionar o problema,  transportando os miúdos.”
 E a constituição da Selecção?
 “Temos sete luso-descendentes, e seis sul-africanos, quatro deles africanos, que tal como os outros são de uma dedicação ao hóquei patinado. Mas ainda não está totalmente definida, pois ainda estou a escolher os melhores.”
 A Selecção “A” da África do Sul, vai pela primeira vez participar no escalão maior do hóquei em patins. Trata-se de um evento histórico.
Jorge Morais é o treinador da selecção, tendo como seu assistente Carlos Isidro. A comitiva tem como director David de Sousa e como assistente Michael Guerra.

 Jorge Morais começou por afirmar:
 “Sobre o Torneio com Moçambique todos ficámos a beneficiar para além dos resultados dos encontros. Foi tempo para avaliarmos os jogadores e comparar com os elementos do país vizinho.”
 Quanto à vossa ida ao Mundial?
 “Ainda recentemente com todo o mérito ascendemos ao escalão maior do hóquei patinado mundial.
 Vamos para a Argentina com a vontade de defender o nosso hóquei, dentro das limitações inerentes.
 A nossa maior aspiração é não descer. Não queremos ser o “bombo da festa”. Tenho a certeza que os nossos jogadores tudo farão para alcançar esse objectivo.

 Foi graças à sua dedicação e da equipa técnica e dirigentes que chegámos a este patamar.
 É preciso ver que devido à nossa situação geográfica não temos contactos com equipas internacionais.
 Tudo se deve à força de vontade dos nossos atletas e o resto aos “carolas” do hóquei que tudo têm feito para o hóquei não desaparecer.”
Víctor Silva, relações públicas da Federação de Hóquei em Patins da África do Sul também se pronunciou:
 “Quero desejar boa sorte às equipas que vão participar nos Mundiais, representando a África do Sul.

 Tenho a certeza que os júniores sentem esta participação como um prémio ou estímulo, pela dedicação à modalidade.
 De certeza que irão aproveitar esta viagem para aprender mais e para evoluir no hóquei.”
 E quanto à representação de seniores?
 “É a primeira vez que a África do Sul vai estar presente no escalão maior do hóquei mundial.  Pena é que o público se tenha divorciado do hóquei. Os jogadores merecem mais.

 Quero aquí enaltecer o esforço dos atletas. Foi graças à  sua dedicação e dos técnicos que na passada temporada ascendemos a este escalão do hóquei mundial
 Só desejo que tenham uma boa prova e que este Mundial sirva para ganharem mais experiência.
 Também considero um estímulo aos jogadores e a toda a equipa técnica. Só desejo boa sorte e que se mantenham neste grupo.”