Tesouro português coloca 1.000 mil milhões de euros e paga juros mais altos

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Tesouro português coloca 1.000 mil milhões de euros e paga juros mais altos

Tesouro português coloca 1.000 mil milhões de euros e paga juros mais altosO Estado português colocou no mercado mil milhões de euros em dois leilões de Bilhetes do Tesouro com maturidade a três meses e sete meses, tendo pago juros mais altos do que no último leilão.

 De acordo com os dados do Instituto de Gestão de Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), o Estado conseguiu colocar mil milhões de euros, o máximo pretendido pelo Estado
 Na linha com maturidade em Julho, foram colocados 680 milhões de euros com uma taxa de juro média de 4,046 por cento, fixando-se a taxa de corte (última taxa a que o Estado aceitou vender dívida) nos 4,05 por cento.
 A procura nesta linha foi duas vezes a oferta.

 Na linha com maturidade em Novembro deste ano, o Estado colocou 320 milhões de euros de dívida, pagando para tal uma taxa de juro média na ordem dos 5,529 por cento, superior aos 5,117 por cento do leilão de 6 de Abril.

 A taxa de corte nesta linha fixou-se nos 6,0 por cento, tendo a procura sido de 3,7 vezes a oferta face aos 2,3 vezes da emissão do início de Abril.
 O leilão aconteceu numa altura em que a ‘troika’ composta pelo Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia estava em negociações com os responsáveis portugueses para delinear um plano de ajuda financeira a Portugal, após o pedido feito pelo primeiro-ministro demissionário, José Sócrates, a 6 de Abril.

* Juros a 2, 5 e 10 anos voltam a bater  máximos históricos

 Os juros exigidos pelos investidores para deter títulos de dívida soberana portuguesa a dois, cinco e 10 anos negoceiam em novos máximos históricos, no dia em que o Estado volta ao mercado para mais dois leilões de dívida de curto prazo.
 Juros exigidos para deter títulos de dívida soberana portuguesa a dois anos negociavam, em média, nos 10,172 por cento, um novo máximo histórico e acima dos 10,139 por cento registados na terça-feira, segundo a agência de informação financeira Bloomberg.
 O ‘spread’ face à dívida alemã nesta maturidade atingia os 832,8 pontos base.

 Também os juros exigidos pelos investidores para deterem títulos de dívida soberana portuguesa a cinco anos negociavam, em média, nos 10,778 por cento, atingindo um novo máximo histórico, enquanto o ‘spread’ face à dívida alemã chegava aos 808,4 pontos base.
 A taxa a dez anos, negociava nos 9,127 por cento, também a tocar um novo máximo histórico, e o ‘spread’ face à dívida alemã atingia os 580,9 pontos base.

 Os juros continuam desta forma a subir no dia em que a ‘troika’ do Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia se reúne com as confederações patronais.
 Além disso, o Estado voltou ao mercado para mais dois leilões de Bilhetes do Tesouro com maturidade a três meses e seis meses onde espera arrecadar entre 750 e mil milhões de euros de dívida. 

 Segundo analistas, trata-se de um leilão que “não é determinante, mas sim de tesouraria”, mas onde Portugal deverá conseguir colocar o montante que pretende.
 Nas duas linhas com maturidade em Julho e Novembro deste ano, o Estado pretende vender entre 750 e mil milhões de euros de dívida, sendo o montante mínimo estabelecido nos 300 milhões de euros por cada linha.