TAP regista prejuízos de 111 milhões de euros até Setembro

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 A TAP registou, nos primeiros nove meses deste ano, prejuízos acumulados de 111 milhões de euros que atribui a “variações cambiais sem impacto na tesouraria”, de acordo com um comunicado divulgado na seaman passada.

 “A TAP S.A. apurou um prejuízo acumulado, nos primeiros nove meses do ano, de 111 milhões essencialmente devido a variações cambiais sem impacto na tesouraria. Excluindo esta variação cambial, o lucro líquido consolidado do grupo TAP, no terceiro trimestre de 2019, foi de 61 milhões de euros positivos, compensando em mais 50% o prejuízo gerado no primeiro semestre de 2019”, avançou a companhia.

 A empresa registou quase 120 milhões de euros em prejuízos nos primeiros seis meses do ano.

 Segundo a TAP, o “acesso a crédito para cobertura do preço do combustível minimiza volatilidade nos resultados da TAP”, sendo que a empresa já contratou “cobertura para mais de 50% do consumo previsto de combustível para 2020, a um custo cerca de 4% menor que o preço médio em 2019, o que equivale a uma poupança estimada de 30 milhões de euros” no próximo ano.

 O grupo liderado por Antonoaldo Neves angariou receitas consolidadas no terceiro trimestre de 2019, que ascenderam a 1.052 milhões de euros, “equivalente a um aumento de 6,1% face a igual período do ano anterior, suportado pelo crescimento do mercado norte-americano e pela recuperação do Brasil”, de acordo com a mesma nota.

 O resultado operacional consolidado do grupo foi de 129 milhões de euros no terceiro trimestre de 2019, “equivalente a 12,2% das receitas, em linha com outras empresas congéneres da Europa”, garante a empresa.

 A TAP adiantou ainda que o número de passageiros transportados subiu 11,1% no terceiro trimestre “reforçando a tendência de recuperação” da companhia aérea.

 Segundo o comunicado, em 2019, “a TAP já amortizou mais de 170 milhões de euros de passivo financeiro”. Além disso, o prazo médio da dívida da TAP “duplicou em quatro anos, passando de menos de 24 meses no momento da privatização em 2015 para aproximadamente quatro anos no final do terceiro trimestre de 2019”, revela a empresa.

 A TAP indicou também que obteve um rating BB-, com outlook (perspetiva) estável, “pela agência de notação financeira Standard & Poor’s, aguardando-se a atribuição de rating por uma segunda entidade internacional”.

 A companhia aérea planeia ainda “contratar mais de 800 novos colaboradores no próximo ano, dos quais mais de 100 são pilotos e cerca de 600 serão assistentes de bordo, para fazer face ao crescimento da TAP”. De acordo com o grupo, desde a privatização a TAP já contratou mais de três mil colaboradores em Portugal.

 

* TAP lança nova emissão de obrigações de 300 milhões de euros

 

 A TAP anunciou na terça-feira o lançamento de uma nova oferta de obrigações sénior, com o valor indicativo de 300 milhões de euros e maturidade até 2024, de acordo com um comunicado publicado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 A empresa dá conta, assim, da sua “intenção de lançar uma oferta dirigida a investidores institucionais de obrigações sénior com o valor nominal agregado indicativo de 300 milhões de euros com maturidade em 2024 e taxa de juro a ser definida após o período da oferta”, lê-se na mesma nota.

 A TAP indica ainda que “as receitas resultantes da oferta, se concluída”, serão para a “antecipação do reembolso de determinados empréstimos no âmbito do passivo existente da TAP e extensão do respetivo prazo médio de maturidade”, bem como para o “pagamento de comissões e despesas relacionadas com a oferta das obrigações”.

 A TAP não dá mais detalhes concretos sobre a operação, salientando que o anúncio “não constitui e não constituirá, em nenhuma circunstância, uma oferta pública nem um convite ao público relativamente a qualquer oferta na acepção do regulamento dos prospetos ou do Código dos Valores Mobiliários”.

 A empresa revela, em seguida, que “a oferta e comercialização das obrigações será efectuada ao abrigo de uma excepção à obrigação de produzir um prospecto para ofertas de valores mobiliários prevista do regulamento dos prospectos”.

 Em 30 de Maio, a TAP revelou que iria emitir obrigações no valor de 50 milhões de euros, por iniciativa da transportadora aérea, até 14 de Junho, com uma taxa de juro fixa bruta de 4,375% ao ano.

 Em causa estava a emissão e admissão à negociação de 50 mil obrigações “com o valor nominal unitário de 1.000 euros e global inicial de 50 milhões de euros, que poderá ser aumentado por opção do emitente até ao dia 14 de Junho de 2019”, segundo o prospecto desta oferta, publicado na CMVM.

 As obrigações têm maturidade a 23 de Junho de 2023, com taxa de juro fixa bruta de 4,375% ao ano.

 A 19 de Junho, foi anunciado que mais de seis mil investidores subscreveram estas obrigações da TAP, uma operação no valor de 200 milhões de euros, em que a procura superou a oferta em 1,55 vezes.

 No segmento geral a procura atingiu 162,5 milhões de euros e o montante final atribuído foi de 105 milhões de euros com o número total de investidores a atingir os 6.092, dos quais 35 profissionais.