TAP já tem licença portuguesa para voar para a China em regime de “code share”

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TAP Portugal já concedeu à TAP licença para operar três rotas aéreas para a China, reforçando a sua “aposta” em atrair mais turistas chineses, revelou em Xangai o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade.

 “É uma oportunidade que não podemos perder”, disse Bernardo Trindade a propósito do crescente número de chineses que viajam para fora da China, e que em 2010 deverá atingir a 100 milhões.
 As três rotas – Lisboa/Pequim/Lisboa, Porto/Pequim/-Porto e Lisboa/Xangai/ Lisboa – funcionarão em regime de “code share” com uma companhia chinesa.
As respectivas licenças foram atribuídas à Tap no dia 31 de Agosto, cabendo agora à China indicar o parceiro chinês da transportadora aérea portuguesa.

 “Já mostramos às autoridades chinesas da aviação civil a nossa disponibilidade para aprovar o ‘code share’ logo que a companhia chinesa esteja designada. Esperamos que o processo esteja concluído o mais rapidamente possível”, afirmou o secretário de Estado do Turismo.
 “É um processo que consolidará a nossa aposta (na Chi-na) e permitirá, por via aérea, termos mais chineses a visitar Portugal”, acrescentou.
 Bernardo Trindade abriu uma campanha de promoção turística na China, a segunda do género em cerca de dois anos, que decorreu em Xangai.
 “A China desempenha hoje um papel fundamental na economia mundial e é uma aposta fundamental da estratégia portuguesa de diversificação”, disse o secretário de Estado aos operadores turísticos re-unidos no pavilhão de Portugal na Expo2010.

 Segundo exemplificou, o site do Turismo de Portugal (www.visitportugal.com) “também já está em chinês”.
 “Portugal e China estão geograficamente distantes, mas têm uma relação política próxima, com 500 anos de História (…) Temos de aproveitar este bom relacionamento”, afirmou Bernardo Trindade
 A Expo 2010, dedicada ao tema “Better City, Better Life” (Melhores Cidades, Maior Qualidade de Vida), decorre de 1 de Maio a 31 de Outubro numa área de 528 hectares (dez vezes a Expo 98, em Lisboa), ao longo das duas margens do rio que atravessa Xangai, o centro económico e comercial da China.

 É a maior exposição universal de sempre, com a participação de cerca de 240 países e organizações internacionais, e pretende ser também a mais concorrida.
 O número global de visitantes atingiu no domingo passado os 48,7 milhões e até ao final do certame os organizadores esperaram chegar ao prometido recorde de 70 milhões – mais seis milhões que Osaka, em 1974.
 Portugal está representado por um pavilhão de 2.000 metros quadrados, todo revestida de cortiça, cujo conteúdo evidencia os 500 anos de contactos com a China e a actual “aposta portuguesa nas energias renováveis”.