Taça Independência de Angola:Palancas Negras goleiam Sporting em Luanda

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Taça Independência de Angola:Palancas Negras goleiam Sporting em Luanda

Domingos Paciência tinha-se referido ao encontro com Angola como uma “festa”, mas acrescentou que era “para ganhar”.  Ora, nem uma coisa, nem outra. O Estádio 11 de Novembro, construído para a CAN-2010, ficou longe de encher, como tinha sido anunciado, e os leões perderam por quatro golos sem resposta.

 A equipa de Alvalade entrou em campo com três juniores, com Rúben Semedo e Edgar Lé no eixo da defesa, sector onde o Sporting tem estado mais fragilizado, devido a sucessivas lesões, enquanto

Filipe Chaby, médio de 17 anos, jogou mais à frente, no apoio ao trio da frente, composto por Carrillo, Bojinov e Diego Rubio.

 Angola, por seu lado, não facilitou e entrou em campo com o seu melhor onze, revelando, desde o minuto inicial, maior entrosamento, com rápidas subidas no terreno, com Mateus, Djalma e Flávio a

combinarem bem no apoio a Manucho e a provocarem, desde cedo, muitas dificuldades à renovada defesa leonina.

 Apesar de tudo, a primeira oportunidade flagrante até foi do Sporting, logo aos 6 minutos, com Rubio a abrir um corredor para Chaby penetrar na área e, destacado diante de Carlos, atirar ao lado.

O jovem médio, de 17 anos, ficou a centímetros de uma estreia de sonho. Mas depois só deu Angola. Com mais posse de bola, os palancas foram carregando sobre a baliza de Marcelo Boeck e ganharam

vantagem, aos 13 minutos, na sequência de um canto de Gilberto e um desvio de Flávio junto ao primeiro poste.

 Carrillo, Rubio e, principalmente, Bojinov, estivéram sempre longe do jogo, com uma exibição pálida, inoperante no ataque e pouco solidária com a defesa. O segundo golo chegou, sem surpresa, aos

39 minutos, depois de uma boa combinação entre Djalma e Manucho. Evaldo tentou o corte, mas deixou a bola à disposição de Miguel que, vindo de trás, marcou sem oposição.

 Domingos Paciência dava claros sinais de insatisfação e, ao intervalo, fez quatro alterações, fazendo entrar Capel e Van Wolfswinkel para o ataque. Os leões ainda conseguiram algum equilíbrio, nos

minutos iniciais, mas Angola, também com muitas alterações, voltou a crescer, revelando maior poderio físico diante de um leão cada vez mais desgastado e inofensivo. Miguel, Manucho e Djalma

tivéram claras oportunidades para fazer o terceiro para os palancas, mas Capel também podia ter reduzido, com um remate à entrada da área.

 Uma cavalgada de Nando Rafael pelo flanco esquerdo resultou no terceiro golo, com Osório a surgir na área para um remate de primeira, sem hipóteses para Tiago. Capel voltou a estar perto do golo

de honra, mas a última palavra voltou a ser de Osório, já depois de Djalma ter acertado no poste, com um forte remate da zona de grande penalidade a dar contornos de goleada ao resultado (4-0).

 Domingos Paciência deu oportunidades a todos os sete juniores que levou para Luanda, mas regressa a Lisboa com poucas anotações positivas desta deslocação a Angola. Filipe Chaby ainda mostrou

alguns pormenores na primeira parte, mas pouco mais pode ter feito o treinador sorrir.