Taça das Nações: Portugal aproveitou superioridade numérica e ganhou na Croácia

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Portugal despediu-se terça-feira da Liga das Nações de futebol com uma vitória (3-2) ao minuto 90, na derradeira jornada da Liga das Nações A, diante da Croácia, que esteve em inferioridade numérica durante quase toda a segunda parte.

  Depois de falhar o objectivo de marcar presença nas meias-finais pela segunda vez, face ao desaire caseiro com a França (1-0), no penúltimo sábado, o ainda campeão em título jogou apenas para ‘cumprir calendário’ e tentar ‘apagar’ a exibição no Estádio da Luz, mas só quando ficou a jogar com mais um elemento, desde o minuto 51, conseguiu marcar, sem nunca ter sido superior.

  Na estreia a marcar pela seleção principal, o central Rúben Dias anotou um ‘bis’, aos 52 e 90 minutos, e João Félix, num lance precedido de falta, fez o segundo tento dos lusos, aos 60, enquanto, do lado croata, Mateo Kovacic foi a figura, também com dois golos, aos 29 e 65.

  Portugal terminou a ‘poule’ no segundo lugar, com 13 pontos, face aos 16 da França, já apurada para as meias-finais, assim como a Espanha, que hoje ‘selou’ a passagem ao golear a Alemanha por 6-0, no fecho do Grupo 4.

  Já a Croácia e Suécia terminaram ambas com três pontos, mas os nórdicos acabaram relegados para a Liga B com a derrota em Saint-Denis, por 4-2.

  Para o sétimo duelo de sempre entre as duas selecções, e face ao último ‘onze’ apresentado com os gauleses, Fernando Santos promoveu cinco alterações, três delas na defesa, com Nélson Semedo, Rúben Semedo e Mário Rui, a renderem João Cancelo, José Fonte e Raphaël Guerreiro, que não viajou a Split.

  As outras duas mexidas aconteceram no meio-campo e ataque, com João Moutinho, que tinha entrado muto bem frente à França, a ocupar o lugar de William Carvalho e Diogo Jota na posição de Bernardo Silva.

  Com algum vento e perante um relvado da casa do Hajduk Split visivelmente em mau estado, o melhor momento do primeiro tempo foi mesmo o tento anotado pelo médio do Chelsea, aos 29 minutos, num lance que os croatas souberam aproveitar o erro crasso do central Rúben Semedo.

  O corte deficiente do jogador do Olympiacos, dentro de área, deixou a bola à mercê de Pasalic, que só teve de servir Kovacic, para, na recarga a um primeiro remate seu, bater Rui Patrício.

  Portugal, apesar de ter entrado algo apático, permitindo aos anfitriões comandados por Luka Modric, melhor jogador do Mundo em 2018, explorarem o espaço, até conseguiu dispor de mais lances junto da baliza defendida por Livakovic.

  Contudo, faltava sempre astúcia na altura de finalizar, exemplo do que aconteceu no lance de atrapalhação, na pequena área, entre os centrais Dias e Semedo, aos 14 minutos, e instantes depois, talvez na melhor chance lusa, quando um cruzamento milimétrico de Mário Rui encontrou Ronaldo desmarcado a falhar a cabeçada.

  Antes do intervalo, o lateral direito Juranovic podia ter deixado Portugal numa situação mais complicada, mas falhou por centímetros o cabe-ceamento nas costas de Mário Rui, depois de cruzamento primoroso de Perisic.

  Um remate de Danilo à figura do guarda-redes, numa segunda bola vinda da defesa, após um livre cobrado por Bruno Fernandes, não repôs a igualdade nos primeiros 45 minutos, que chegou pouco depois do recomeço e na sequência de um lance que deixou Portugal a jogar com mais, face à expulsão de Marko Rog, aos 51 minutos.

  A falta deu origem a um livre direto cobrado por Ronaldo de forma tensa, que sobrou para Rúben Semedo entregar a Rúben Dias e estrear-se a marcar pela seleção principal à ‘boca’ da baliza.

  A expulsão acabou por deixar os croatas perdidos e desorganizados em campo, desbloqueando as vias que, até à igualdade, estavam fechadas. Portugal aproveitou para fazer a reviravolta, mas o lance deveria ter sido anulado pela equipa de arbitragem, uma vez que Diogo Jota, antes de assistir João Félix (60 minutos), dominou a bola com a mão.

  Quando se perspetivava um cenário de grande posse de bola portuguesa no meio-campo croata, os comandados por Zlatko Dalic deram uma lição de como jogar em cima do adversário com menos elemento e o golo chegou, novamente, pelos pés de Kovacic (65 minutos).

  Rúben Semedo voltou a ficar mal no lance, ao facilitar demasiado na marcação ao avançado Vlasic, servindo de bandeja o médio, à entrada da área, para ‘disparar’ colocado.

  As mexidas operadas por Fernando Santos ao intervalo deram mais objetividade ao ataque, nomeadamente com a entrada de Trincão e de Bernardo Silva, e foi mesmo o médio do Manchester City a protagonizar o falhanço da noite, quando, isolado, atirou contra a relva e levou a bola a sair por cima da barra, a 10 minutos do fim.

  Com Portugal a carregar cada vez mais e a encontrar a Croácia à sua defensiva, o golo da vitória chegou ao minuto 90, graças a um erro do guarda-redes, que deixou fugir a bola das mãos para Ruben Dias voltar a encostar de forma fácil.