Sul-africano aposta no biodiesel e prospera em Moçambique

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Biodiesel

BiodieselO sul-africano Renier van Rooyen ampara sorridente, na palma da mão, um cacho verde, feito de volumosos bagos: é a jatropha, também conhecida como pinhão-manso.

Deste fruto não-comestível, se extrai óleo para fabricar biodiesel. Dentro de dois anos, o corpulento agricultor estará a colher 12 mil hectares de jatropha em sua fazenda em Inhassune, localidade remota no interior da província de Inhambane, no sul de  Moçambique, cerca de 450  quilómetros a norte de Maputo.

Antes mesmo de iniciar a produção, a Bio África, empresa proprietária e gestora da exploração, já tem comprador para toda sua lavoura. A petrolífera moçambicana  Petromoc receberá o óleo e fará o refino. Outros grandes clientes internacionais, como BP e Shell, já lhe bateram à porta na expectativa de adquirirem  o que o mercado local  não for capaz de absorver, à  medida que o projecto for crescendo.

Não admira, por isso, a sonora gargalhada do agricultor ao ser perguntado sobre a estimativa de lucros para quando a fazenda estiver a produzir 36 milhões de litros de biodiesel: "muito", se limita a dizer (…)