Sporting vence Moreirense e volta a ser bafejado pela “estrelinha” Bruno de Carvalho

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Sporting vence Moreirense e volta a ser bafejado pela

O Sporting recebeu e venceu  por 3-2 o Moreirense, na 25ª jornada da I Liga de futebol, mas voltou a ser bafejado pela "estrelinha" que Bruno de Carvalho parece ter levado para o banco leonino.

 Já no estádio Axa, em Braga, há uma semana, o Sporting, com o novo presidente dos leões a estrear-se no "banco", marcou o golo da vitória por Ricky van Wolfswinkel no último minuto, quando estava reduzido a dez unidades.

 Desta vez, o golo do triunfo surgiu no terceiro minuto dos descontos, quando já nada o fazia prever e a equipa leonina atacava sem clarividência, apenas com o coração, pe-rante um Moreirense que parecia ter o jogo mais ou menos controlado.

 Houve muita "estrelinha" a brilhar, de novo, nas hostes leoninas, mas também muitos erros de palmatória que se pagam caro frente a equipas de mais valia do que este Mo-reirense.

 O Sporting pagou a factura de ser uma equipa Sub-23 a jogar num campeonato sénior, cometendo erros fruto da inexperiência, imaturidade e até, por vezes, ingenuidade de alguns dos seus jogado-res. Bruma tem 18 anos, Eric Dier, 19, Llori e Cédric 20, Rojo e Labyad 22, André Martins, 23.

 Os leões estiveram duas vezes em vantagem no marcador e permitiram que o Mo-reirense, que veio a Alvalade jogar num 4x5x1, de bloco baixo, para o empate, conse-guisse marcar sempre que reagiu aos dois golos do Sporting.

 O primeiro surgiu dois minutos depois do intervalo, por Ghilas, na única oportunidade até aí criada pelo Moreirense, num lance em que a defesa foi apanhada desconcentrada, com culpas de Rojo.

 O Sporting, que esteve toda a primeira parte instalado no meio-campo adversário, marcou apenas de penálti aos 41 minutos, num golo que premiou uma grande exibição individual de Cédric, o melhor em campo, e não do colectivo.

 No entanto, dois minutos volvidos sobre o intervalo, o clube anfitrião permitiu que o Mo-reirense marcasse na sua primeira jogada de perigo em todo o jogo.

 A equipa acusou o golo e andou um pouco à deriva, até à altura em que Jesualdo Fer-reira resolveu, aos 62 minutos, tirar o adaptado a lateral esquerdo, Miguel Lopes, – e lançar Labyad para jogar nas costas de Wolfswinkel.

 Essa alteração teve o condão de transmitir maior acutilância e profundidade ao ataque leo-nino e preencher um vazio nas costas de Wolfswinkel, porque André Martins foi perdendo frescura e cada vez menos mostrava andamento para chegar a zonas tão adiantadas.

 Por outro lado, obrigou Dier a recuar para central e Rojo a encostar à lateral esquerda, sendo um esquerdino de raiz.

 Fruto dessa melhoria, o Sporting chegaria ao 2-1 aos 66 minutos, num lance de insis-tência de Llori, ao qual Cédric, que voltou a ser decisivo, foi à linha oferecer o golo a Wolfswinkel.

 Quando o Sporting parecia ter o "pássaro na mão", eis que novo erro crasso quase deitou tudo a perder, aos 72 minutos, quando a defesa permitiu, num lance de bola parada, um livre, que Aníbal Capela fizesse o 2-2, de cabeça, no meio de uma molhada de jogadores. Um golo só possível por falta de concentração defensiva.

 O Sporting voltou a acusar o golo sofrido e passou a jogar unicamente com o coração, enquanto Jesualdo lançou o único avançado alternativo a Wolsfwinkel, o argentino Viola.

 Os leões atacavam, mas faziam-no em esforço, sem ideias e soluções para surpreender a boa organização defensiva do Moreirense.

 No entanto, a "estrelinha" voltou a brilhar para os lados de Alvalade e Viola – Jesualdo acertou nas substituições – garantiu a terceira vitória consecutiva dos leões quando já nada o fazia prever.