Sporting vence Belenenses e continua a liderar isolado a Liga

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Sporting vence Belenenses e continua a liderar isolado a Liga

O Sporting venceu em Alvalade o Belenenses por 3-0, na 13.ª jornada da I Liga de futebol, mas a exibição que realizou não reflecte as dificuldades que sentiu na primeira parte, nem condiz com o re-sultado.

 O Belenenses jogou em Alvalade com um bloco médio alto, assente num 4x2x3x1, a discutir o jogo taco a taco desde o primeiro minuto, opção que levaria qualquer treinador de um clube “grande” a jogar em casa a esfregar as mãos.

 Pois bem, o Sporting criou uma oportunidade flagrante de golo durante a primeira parte, em cima do minuto 45, na sequência de uma excelente jogada no flanco direito entre Capel e Cédric, com este a oferecer o golo a Montero, que fez o mais difícil, ao não acertar na baliza.

 De resto, o avançado colombiano teve uma noite desinspirada, não só a finalizar, co-mo, também, a integrar-se na última fase de construção de jogo do ataque “leonino”, que disso se ressentiu, também porque Carrillo passou ao lado do jogo na primeira parte.

 O Sporting permitiu que o Belenenses fosse atrevido e assentasse o seu jogo em largos períodos no meio-campo contrário, à base de uma boa circulação de bola e de princípios assimilados, equilibrando a partida, o que não deixou de parecer estranho sendo o líder e estando a jogar em casa.

 É verdade que o Sporting foi competente a defender e nunca permitiu ao adversário, mesmo em lances de bola parada, criar verdadeiro perigo para a baliza de Rui Patrício  não há uma verdadeira oportunidade de golo do ataque azul em toda a partida , mas surpreendeu que não tivesse sido capaz na primeira parte de tirar partido da forma de jo-gar tão aberta do adversário.

 Faltou claramente maior agressividade e intensidade ao futebol do Sporting para impor o seu jogo, recuperar a bola em zonas mais adiantadas e a partir daí criar de-sequilíbrios na zona de finalização.

 O Belenenses conseguiu desenvolver o seu jogo em dois terços do campo, mas foi de uma total inoperância no último terço, razão pela qual não surpreende que tenha somado o quarto jogo consecutivo sem marcar e que seja um dos ataques menos concretizadores da prova.

 Foi preciso um penalti muito duvidoso, aos 27 minutos, num lance em que Cédric, numa disputa corpo a corpo com Filipe Ferreira, cai já fora do relvado, com a bola fora do seu alcance, para que o Sporting chegasse ao intervalo em vantagem no marcador.

 O árbitro Hugo Pacheco assinalou penálti nesse lance, que levantou sérias dúvidas da existência de infracção, mas deixou passar em claro outro aos 44 minutos, em que Montero é agarrado por um adversário na área.

Na segunda parte, o Belenenses entrou disposto a chegar ao empate, atreveu-se a jogar num bloco alto, a abrir mais espaços na retaguarda do que fizera na primeira parte, e pagou caro tanta exposição aos 53 minutos, altura em que o Sporting chegou ao segundo golo e "matou" o jogo.

Um lançamento longo de Capel para a área, que apanhou a defesa azul desequilibrada em face dos espaços abertos entre os seus setores, foi parar ao pés de Carrillo, cuja qualidade técnica fez claramente a diferença, pela forma como dominou a bola e ofereceu o golo a André Martins.

 A partir daqui, o jogo ficou resolvido, com o Sporting a gerir tranquilamente a vantagem, tendo ainda chegado ao terceiro golo por Wilson Eduardo, aos 84 minutos, mas os números da vitória são enganadores porque transmitem uma ideia de uma superioridade dos “leões” que não existiu.