Sporting sofre 84 minutos mas arrebata Taça de Portugal nas grandes penalidades

0
44
Sporting sofre 84 minutos mas arrebata Taça de Portugal nas grandes penalidades

O Sporting conquistou domingo a Taça de Portugal de futebol ao vencer o Sporting de Braga nas grandes penalidades, por 3-1, depois de conseguir empatar 2-2 no tempo regulamentar de um jogo em que ‘sofreu’ durante 84 minutos.

 Os ‘leões’ voltaram a vencer um troféu, quase sete anos depois, ao reconquistar a prova ‘rainha’, que lhes escapava desde 2007/08, num jogo em que esteve em inferioridade numérica desde os 14 minutos e em desvantagem desde os 16.

 A 75.ª Taça de Portugal só foi decidida da marca dos 11 metros, de onde o Sporting converteu os três castigos máximos, por Adrien, Nani e Slimani, e o Sporting de Braga apenas uma, por Alan, e desperdiçou três, por André Pinto, Éder e Salvador Agra.

 O Sporting de Braga esteve a vencer por 2-0, com golos de Éder, aos 16 minutos, na conversão de uma grande penalidade, e de Rafa, aos 25, mas o Sporting chegou à igualdade na parte final do tempo regulamentar, com tentos de Slimani, aos 84, e de Montero, aos 90+3.

 O Sporting, que ‘vestia’ a pele de favorito na final, apresentou-se mais solto no relvado do Jamor, conseguindo uma circulação de bola eficaz e alguma conquista territorial, e a obrigar o Sporting de Braga, que jogou na primeira parte contra o vento, a apostar em lances de contra-ataque.

 Esse domínio ‘leonino’, que eventualmente visava evitar uma surpresa madrugadora semelhante à ocorrida na última visita ao Estádio Nacional em 2011/12 frente à Académica, ganhou expressão com o potente remate de fora da área de Nani, aos seis minutos, logo depois de ter tentado a sorte num livre sobre a esquerda, sem, contudo, acertar na baliza.

 A aparente pressa em resolver o jogo acabou por trair os ‘leões’, logo aos 14 minutos, quando o lateral Djavan arrancou da esquerda, ludibriou Paulo Oliveira e entrou na área ‘verde e branca’, onde foi derrubado em falta por Cédric, que, na sequência da marcação do castigo máximo foi expulso.

 Na marcação da grande penalidade, aos 16, num frente-a-frente de ‘capitães’, Éder deu vantagem ao Sporting de Braga, ao rematar para o lado esquerdo da baliza, o oposto ao escolhido por Rui Patrício.

 Pouco depois, Marco Silva tentou reequilibrar a defesa do Sporting, colocando Miguel Lopes no lugar de João Mário, conseguindo, aos 24, obrigar à primeira intervenção de Kritciuk, num cabeceamento de Carrillo, após canto de Nani.

 De imediato, os bracarenses rumaram à área leonina, após um lançamento longo de Ruben Micael – novamente pela ala esquerda – para Rafa que ‘roubou’ facilmente a bola a Miguel Lopes e, à saída de Rui Patrício, atestou a eficácia da formação comandada por Sérgio Conceição, que, aos 26 minutos, conseguiu dois golos de vantagem frente ao Sporting reduzido a dez.

 Mesmo assim, os ‘arsenalistas’ permaneciam retraídos, talvez conscientes de que o Sporting não tinha antídoto para o ‘veneno’ dos seus contra-ataques, permitindo que os ‘leões’ visassem a sua baliza, como ocorreu com as tentativas desajeitadas de Slimani e Ewerton, aos 38 e 39, respectivamente.

 Na segunda parte, as posturas não sofreram alterações e o Sporting de Braga continuava mais ameaçador, com Éder, finalizando uma arrancada de Pardo, obrigou Rui Patrício a ceder canto, aos 60, em resposta a um remate do avançado luso à entrada da área ‘leonina’.

 Nani tentava mudar o rumo da sua despedida do Sporting, mas, aos 63 e na sequência de uma investida de Jefferson, o seu cruzamento não sofreu qualquer desvio e acabou por sair ligeiramente ao lado da baliza e, pouco depois, o guarda-redes ‘arsena-lista’ opôs-se ao seu remate.

 Os ‘leões’ impacientavam, concediam espaços ao Sporting de Braga, aproveitados, por exemplo, por Mauro para testar Rui Patrício, e falhavam na frente, onde Slimani não conseguiu emendar o desvio de Nani, a cruzamento de William Carvalho, aos 72.

 Slimani, quatro minutos depois, já com a companhia de Montero, que substituiu o suplente Miguel Lopes, conseguiu finalmente superiorizar-se de cabeça à defensiva bracarense, numa resposta a cruzamento de Jefferson anulada, mais uma vez, por Kritciuk.

 O ponta de lança argelino tanto insistiu que chegou ao golo, aos 84, aproveitando uma saída extemporânea do guardião russo para, já na área bracarense, renovar a esperança ‘leonina’ em quebrar o jejum de troféus que perdurava há 2.845 dias.

 Aos 90+3, Kritciuk voltou a ‘pecar’ ao sair aos pés de Montero, que respondia a um lançamento longo de Paulo Oliveira, permitindo que a última aposta de Marco Silva igualasse o encontro e le-vasse a final para o prolongamento.

 Empolgado e invariavelmente com a iniciativa ofensiva, o Sporting, apesar de ter jogado mais de 75 minutos em inferioridade numérica, até podia ter concretizado a reviravolta, aos 97, não tivesse o remate de Nani saído ao lado da baliza.

 Também Salvador Agra teve nos pés a oportunidade de decidir o encontro, mas Rui Patrício evitou, aos 114, pouco antes de Mauro deixar também os bracarenses com 10, após Marco Ferreira o admoestar com o segundo cartão amarelo.

 O desgaste físico levou a decisão para as grandes penalidades, tendo o Sporting sido implacável, marcando as três que dispôs, e aproveitado a defesa de Rui Patrício ao remate de André Pinto e os desperdícios de Éder e Salvador Agra.