Sporting goleia Horsens e passa à fase seguinte da Liga Europa

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Sporting goleia Horsens e passa à fase seguinte da Liga Europa

O Sporting venceu tranquilamente os dinamarqueses do Horsens por 5-0, na segunda “mão” do "play-off" da Liga Europa em futebol, fruto de uma alteração tática, de uma melhoria exibicional e da fragilidade confrangedora do adversário.

 Essa alteração tática promovida por Sá Pinto em relação ao último jogo, com o Rio Ave, para o campeonato, revelou-se útil no sentido de envolver mais unidades no processo ofensivo, sobretudo pelo centro do terreno, no seu último terço, e mais peso na área, no apoio a Ricky van Wolfswinkel.
 O técnico "leonino" resolver inverter o triângulo do meio-campo, deixando Gelson Fernandes como único vértice mais recuado e soltando dois médios interiores, Elias, mais descaído sobre a direita, e Adrien, sobre a esquerda, passando a ter dois jogadores a jogar em terrenos mais próximos da área e do holandês.
 Esta alteração emprestou maior contundência aos movimentos ofensivos, sobretudo na aproximação à área adversária, pela zona central, lacuna notória no jogo com o Rio Ave, no qual jogou com Adrien como “10” e com Elias "preso", ao lado de Gelson.
 De resto, quem também beneficiou com esta mudança foi o internacional suíço, que é um jogador agressivo, com grande "pulmão" e mobilidade, capaz de emprestar in-tensidade ao jogo.
 Logo aos quatro minutos, Elias, que frente ao Rio Ave não entrou na área adversária uma única vez, falhou um golo de forma incrível na marca de grande penalidade, ao chutar por cima da barra "um passe de morte" de Carrilo.
 Bastaram mais quatro minutos para o Sporting chegar ao golo, e logo por Wolfswinkel, que tem andado de "candeias às avessas" com as balizas adversárias e com os golos, num lançamento longo de Boulahrouz para as costas da defesa dinamarquesa.
 O jogo corria de feição para o Sporting embalar para uma boa exibição e construir um resultado dilatado que fizesse esquecer o mau começo de campeonato, um golo cedo, um adversário muito frágil, um ambiente caloroso do público de Alvalade.
 O segundo golo, aos 23 minutos, num autogolo do jogador dinamarquês Kortega-ard, na sequência de outro lançamento longo da defesa, desta vez saído dos pés de Pranjic, que jogou a lateral esquerdo em vez de Insua, mais acentuou essa tendência e convicção.
 No entanto, após este segundo golo, o Sporting baixou o ritmo, o seu jogo perdeu flui-dez, acutilância e colectivismo, alguns jogadores não resistiram a individualizar e a entrar em requintes com a bola, quando se pedia que mantivesse a mesma intensidade e desse o "xeque-mate" no adversário.
 Na segunda parte, o Sporting conseguiu marcar mais três golos, mas estes surgiram naturalmente, sem forçar, não em consequência de uma re-entrada forte no jogo, mas em boa parte pela fragilidade de um adversário, nono classificado do campeonato dinamarquês, cuja falta qualidade é gritante não autoriza que os leões "embandeirem em arco" com a goleada alcançada.
 O primeiro num canto directo de Capel, aos 54 minutos, que apanhou Wolfswinkel só na pequena área, o segundo, aos 57, numa jogada individual de Carrilo, que teve tempo para tudo, e o terceiro, aos 63, por Elias, com um remate forte à entrada da área, após um recuperação de bola em pressão alta.