Sporting elimina Twente no último minuto

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Sporting elimina Twente no último minuto

Sporting elimina Twente no último minutoO Sporting empatou 1-1 com o Twente, em jogo da segunda mão da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões em futebol, através de um auto-golo de Wisgerhof no quarto minuto de compensação.

Para o lance infeliz protagonizado pelo jogador holandês foi determinante a subida do guarda-redes Rui Patrício à área holandesa para o pontapé de canto, na derradeira oportunidade do Sporting chegar ao empate e seguir para os “play-off” da competição. Rui Patrício disputou o lance, tocou na bola para a pequena área, onde o jogador holandês, na ânsia de a aliviar, acabou por introduzi-la na própria baliza, deixando em estado de choque os seus colegas de equipa e o público da casa.

O Twente, apesar de cedo ter baixado as linhas, passando a defender no seu meio-campo e gerindo um golo madrugador de Douglas, logo aos doisminutos, a verdade é que teve sempre o jogo controlado e nunca deu possibilidades ao Sporting de ameaçar o empate. O mérito do Sporting foi justamente o de nunca ter baixado os braços e de ter persistido até ao fim em busca do empate, acreditando sempre num “milagre”, que acabou por cair das alturas, com a “bênção” de Rui Patrício. Uma falha de marcação, aos dois minutos, da qual resultou o prim iro golo da partida, obtido pelo central Douglas, na sequência de um pontapé de canto, quase se tornou fatal para as aspirações “leoninas”.

Ninguém fez a marcação ao defesa do Twente, que surgiu lançado na pequena área, batendo Polga nas alturas, e atirando de cabeça para o fundo das redes. O Twente geriu o jogo de acordo com essa vantagem madrugadora e a partir do último quarto de hora da primeira parte e durante toda a segunda baixou as linhas, fechou-se no seu meio-campo e deu iniciativa ao Sporting. O Sporting até reagiu de forma positiva ao golo sofrido e na primeira meia hora o jogo foi aberto e repartido, com um denominador comum: nenhuma das equipas mostrou capacidade para desequilibrar no último terço do campo e criar oportunidades de golo.

A opção por Yannick como elo de ligação entre o meio campo e o ataque não resultou e o Sporting nunca foi capaz de obrigar a compacta defesa holandesa a oscilar no seu posicionamento e a abrir espaços de penetração para entrar o último passe. Na segunda parte, o Tente acentuou o seu recuo, com as linhas bem próximas, encurtando ainda mais os espaços de penetração e procurando explorar os que o Sporting abria nas costas da defesa com a subida no terreno.

Paulo Bento tentou incutir maior agressividade e poder físico no ataque com as entradas simultâneas de Vukcevic e Caicedo, em detrimento de Postiga e André Marques, recuando Miguel Veloso para lateral esquerdo, mas sem efeitos práticos. À medida que o tempo se escoava, com o Twente aparentemente a controlar o ataque do Sporting, a lucidez diminuía e o golo do empate parecia inacessível, até ao momento em que Rui Patrício subiu à área holandesa para ser decisivo na obtenção de um golo que garantiu um lugar no “play-off” da Liga dos Campeões.