Sporting despede-se da Liga Europa com mais uma exibição desastrosa

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Sporting despede-se da Liga Europa com mais uma exibição desastrosa

O Sporting despediu-se da Liga Europa em futebol, inserido num grupo G muito aces-sível, na sequência de mais uma exibição desastrosa, que se traduziu numa pesada derrota (3-0) no terreno do Basileia.

 Os "leões" nem capacidade tiveram para tirar partido da expulsão prematura do médio do Basileia, Cabral, aos 58 minutos, e da consequente superioridade numérica que desfrutaram a partir daí, somando erros individuais e colectivos infantis, que permitiram ao adversário chegar ao 3-0 e ameaçar os quarto e quinto golos.

 Quando a equipa suíça se colocou em vantagem no marcador, aos 23 minutos, por Fa-bian Schar, após cruzamento da direita de Alexander Frei – Insúa batido –, já Rui Patrício, que tem sido o abono de família sportinguista, tinha retardado o golo com duas grandes defesas, aos oito e 18 minutos, esta última espantosa, a remates de David Degen.

 A reacção do Sporting ao golo sofrido, um golo, de resto, muito consentido, foi murcha, apesar de a equipa ter subido no terreno, mas fé-lo sempre de forma desconexa, com os seus jogadores a forçarem sistematicamente as iniciativas individuais em detrimento de jogadas de envolvimento colectivo.

 Neste aspeto, Labyad e Capel sobressaíram pela negativa, em particular o internacional marroquino, que passou literalmente ao lado do jogo, incapaz de ganhar um despique individual ou de dar sequência a uma jogada colectiva.

 Foi com o Basileia dono e senhor do jogo que o Sporting teve “uma oferta em bandeja” para empatar a partida, aos 37 minutos, quando o autor do golo suíço, Fabian Schar, num passe infeliz, isolou Wolfswinkel na cara do guarda-redes Sommer.

 O avançado holandês do Sporting tinha tempo e espaço para optar por ir para cima do guarda-redes e fintá-lo, ou para lhe aplicar um “chapéu” ou para chutar fora do alcance daquele, mas a sua opção foi rematar cedo demais e permitir a defesa.

 À beira do intervalo, Alexander Frei fez a bola roçar o poste esquerdo de Rui Patrí-cio, e aquele chegou com um 1-0 lisonjeiro para os "leões", que entraram para a segunda parte mais afoitos, mas igualmente desorganizados e desequilibrados.

 Aos 50 minutos, Elias assustou os suíços com um remate à entrada da área, que passou por cima da barra, mas seria Rui Patrício, mais uma vez, a evitar o segundo golo do Basileia, numa saída aos pés de Alexander Frei.

 Depois da “oferta” de Schar a Wolfswinkel, aos 37 minutos, eis que o Basileia resolveu brindar o Sporting com novo incentivo, quando Cabral se fez expulsar no espaço de quatro minutos, vendo amarelos aos 54 aos 58 minutos, deixando a sua equipa reduzida a 10 unidades.

 Faltava mais de meia hora para jogar, mas Vercauteren, em vez de procurar explorar a situação de superioridade numérica, fez uma substituição de jogador por jogador, Labyad por Carrilo, sem mexer no sistema, numa demonstração de falta de ousadia ou de confiança na sua equipa.

 Aliás, no tempo que esteve em campo, o jogador peruano, que viu um amarelo de entrada por simular um penálti, passou o tempo a recrear-se com a bola, forçando lances individuais que terminavam invariavelmente com a bola nos pés dos adversários.

 Mesmo em superioridade numérica, o Sporting nunca foi uma equipa equilibrada, perdendo facilmente bolas em zonas proibidas e concedendo espaços para o contra-ataque, que os suíços aproveitaram para fazer mais dois golos, aos 66 e 70 minutos, e ameaçar outros tantos.

 Vercauteren ainda "sacrificou" Gelson Fernandes para a entrada de mais uma uni-dade na frente, Betinho, aos 68 minutos, mas o descalabro estava traçado.