Sporting derrota Setúbal e regressa às vitórias três jornadas depois

0
54
Sporting derrota Setúbal e regressa às vitórias três jornadas depois

O Sporting venceu o Vitória de Setúbal por 2-1, em encontro da 23.ª jornada da Liga de futebol, no qual veio dar razão a Jesualdo, que usou a imagem do melão para retratar o actual momento da equipa.

 O técnico dos “leões” deixou entender, no final do encontro da última jornada (1-1 em Coimbra), que a sua equipa era imprevisível, fruto da juventude que a compõe – “onze”  com a média de 22 anos – e inconstante, podendo-se esperar o melhor e o pior, mesmo durante o decorrer de uma partida.

 O Sporting entrou forte e pressionante no jogo, com o bloco compacto e subido, e com níveis de agressividade que forçaram o Vitória de Setúbal, que abordou a partida numa perspectiva reactiva, a defender muito junto à sua área e expor-se ao que viria a acontecer.

 No espaço de quatro minutos, o Sporting conseguiu traduzir a sua superioridade em campo, com dois golos, aos 16, um autogolo de Amoreirinha, ao antecipar-se a Wols-fwinkel, após excelente jogada colectiva, e aos 20, na execução de uma grande penalidade cometida por Ney Santos e cobrada por Labyad.

 A seguir, em vez de manter a pressão alta que vinham exercendo, sobretudo logo na saí-da de bola dos sadinos, os "leõezinhos" recuaram, estenderam a equipa, abriram es-paços entre sectores e baixaram a intensidade e o Vitória passou a ter mais bola e a iniciativa do jogo, tanto mais que José Mota foi ousado à partida, ao apresentar um 4x2x1x3, com quatro unidades ofensivas.

 Em consequência, à passagem do minuto 33, o Vitória reduziu, numa cabeçada de Makukula – Ilori cometeu várias vezes o mesmo erro, ao deixar o avançado sadino nas costas -, após cruzamento de Pedro Santos, e reentrou na discussão da partida.

 Só depois de sofrer o golo é que o Sporting retomou as "rédeas" do jogo, conferindo-lhe maior intensidade e profundidade, forçando o Vitória a recuar novamente, o que resultou num festival de golos falhados, com três oportunidades soberanas para o terceiro, duas delas, aos 38 e 40, com a bola a embater no poste, e terceira, aos 42, com Wolfswinkel a falhar à boca da baliza.

 Na segunda parte, o Sporting não conseguiu, naturalmente, manter o mesmo ritmo alto da primeira parte, mas esteve sempre "por cima" e só por evidente "verdura" de alguns jogadores é que não "matou" o jogo e permitiu que a sua vitória não fosse um dado adquirido.

 O que significou vários erros, quer a nível de finalização, quer a nível defensivo, sobretudo erros posicionais, com destaque para Cédric – que esteve muito bem no plano ofensivo – e Ilori.

Se bem que o Sporting esteve sempre mais perto do terceiro golo do que o Vitória do segundo, a verdade é que pairou sempre a sensação de que os “leões” poderiam ser surpreendidos.

 Aos 58 minutos, Jorginho re-matou ao poste da baliza de Rui Patrício, e, aos 73, uma diagonal de Cristiano deixou-o na "cara do golo", valendo aos “leões” o facto de estar en-quadrado com o pé direito para o remate, ele que é um esquerdino.

 A 20 minutos do fim, Jesualdo sentiu necessidade de incutir mais capacidade de cobertura ao meio-campo, visto que o terceiro golo não havia maneira de sair, e trocou os vértices do "triângulo" do meio-campo, passando Rinaudo a trinco e Eric Dier e Adrien a médios interiores.

 O Sporting acabou por gerir com relativa segurança a vantagem de um golo, face a um Vitória que desiludiu, mas aos 81 minutos Jorge Luís, na sequência de um canto fez o mais difícil, ao não acertar na baliza em plena pequena área de Rui Patrício, um golo que a acontecer teria conferido pesada injustiça ao resultado.