Sporting de Braga elimina Pampilhosa sem encontrar dificuldades

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Sporting de Braga elimina Pampilhosa sem encontrar dificuldades

Foi ao som do Intercidades, e de outros comboios, cuja linha passa mesmo por trás do Estádio Municipal da Mealhada, casa emprestada do Pampilhosa, que José Peseiro voltou a encontrar-se com esta equipa da região da Bairrada.

 Tal como em 2005, quando comandava o Sporting, o técnico carimbou a passagem à próxima eliminatória da Taça de Portugal, mas sentiu muito mais dificuldades desta feita.

 A equipa do distrito de Aveiro (e não do de Coimbra, pese a maior proximidade à cidade estudantil) fez peito até onde pôde e, como prometera, dignificou a partida.

 De fatiota nova, daquelas com os nomes dos jogadores nas costas como as da I Liga, os ferroviários (há alcunhas tão bem metidas, não há?) deram tudo o que tinha, mas os minhotos mantiveram-se sérios. Triunfo natural, portanto, porém suado.

 As imensas dúvidas do treinador bracarense sobre a disponibilidade dos jogadores que estiveram ao serviço das selecções, sobretudo o contingente que viajou para o Gabão, só ficaram desfeitas bem perto da hora do jogo. A solução foi apostar num “misto”.

 Sem correr demasiados riscos (Hugo Viana e Hélder Barbosa foram mesmo titulares, além de Alan ou Douglão), mas com alguma margem para dar minutos a alguns elementos menos utilizados ou vindos de lesão (Haas, Djamal ou Carlão), os bracarenses demoraram pouco mais de 10 minutos a abrir o marcador.

 Peseiro poupou alguns trunfos para o decisivo jogo de terça-feira, na Roménia, casos de Beto, Custódio e Éder nem figuraram na ficha, enquanto Rúben Micael e Rúben Amorim ficaram no banco.

 Afinal, havia razões para gerir a equipa, mas o Pampilhosa vendeu cara a eliminatória.

 O jogo ainda animou quando Leitão reduziu a desvantagem para 1-2 , para gáudio das gentes locais, mas os arsenalistas só tiveram de puxar um pouco mais dos galões para segurar a vitória. Antes disso, Alan fizera o 0-2, de grande penalidade, e talvez por isso a equipa bairradina tenha decidido perder de vez o respeito ao adversário.

 A postura valeu ainda alguns sustos a Quim, quando os bracarenses baixavam um pouco a guarda.

 O plano, de resto, passava por tentar “matar” o jogo logo no início da segunda parte para que a equipa pudesse, finalmente, começar a pensar no jogo com o Cluj.

 Eduardo, guarda-redes da casa, foi dizendo não às várias tentativas arsenalistas e os azuis e brancos da Pampilhosa fizeram o favor a todos os presentes (mais aqueles que acompanharam o encontro pela televisão) de continuar a alimentar o sonho.

 Ganhou o espectáculo. Agradeceu toda a gente.

 0 1-3, apetece dizer, acabou por ser um castigo demasiado pesado para os corajosos homens da Pampilhosa. Ainda por cima, nem ficaram certezas se a bola entrou mesmo…