Sporting de Braga, com erros defensivos, eliminado das provas da UEFA

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Sporting de Braga, com erros defensivos, eliminado das provas da UEFA

O Sporting de Braga despediu-se das provas europeias de futebol pela "porta dos fundos", ao perder por 3-1 frente ao Cluj, em jogo do grupo H da Liga dos Campeões.

 Tal como no jogo do Estádio Axa, no qual o Sporting de Braga perdeu por 2-0 frente ao Cluj, a equipa minhota voltou a repetir erros de gravidade, que se revelaram fatais no destino das duas partidas.

 Como agravante desses erros, individuais e colectivos, somou-se o descontrolo emocional do defesa central Douglão, que, em cima do intervalo, com a equipa já a perder por 3-1, agrediu um adversário nas “barbas” do árbitro, comprometendo quase definitivamente as hipóteses da sua equipa de dar a volta ao resultado.

 No entanto, antes do gesto irrefletido e inadmissível de Douglão, já o Sporting de Braga tinha entregue “o ouro ao bandido” no espaço de um quarto de hora, ao “oferecer” dois golos de vantagem ao Cluj, praticamente nas duas primeiras vezes que chegou à área minhota.

 A primeira falha de marcação ocorreu aos sete minutos, quando Rafael Bastos, com Nuno André Coelho nas costas, recebeu um passe de Piccolo e de primeira tocou para a desmarcação de Rui Pedro, que “ganhou” as costas de Douglão e isolado fez o golo como quis.

 O Sporting tinha a posse e circulação de bola, instalado no meio-campo do Cluj, mas quem chegou ao segundo golo foram os romenos, aos 15 minutos, numa conjugação de erros defensivos, iniciada com a saída de Nuno André Coelho da sua posição para disputar uma bola junto à linha lateral, na qual foi batido.

 Na sequência do lance, Sougou bateu Ismaily – que revelou gritante falta de “pernas” depois da paragem a que esteve sujeito – e Douglão, acabando por ser Nuno André Coelho, que recuperou a posição tardiamente, a fazer a “assistência” para Rui Pedro voltar a marcar.

 Não obstante erros tão graves, o Sporting de Braga ainda teve a oportunidade de “voltar ao jogo”, dois minutos depois, aos 17, quando Alan reduziu para 2-1, a passe de Rúben Micael, tanto mais que havia ainda muito tempo para se jogar.

 Aos 33 minutos, o ex-leiriense Sougou acelerou, passou como quis por Ismaily e cruzou para o coração da área, onde surgiu Rui Pedro completamente solto a finalizar perante os atónitos centrais minhotos.

 “Cereja em cima do bolo” romeno seria a expulsão de Douglão, à beira do intervalo, a condenar praticamente a sua equipa a uma segunda parte sem esperança.

 É verdade que o Sporting de Braga, mesmo em inferiorida-de numérica, tentou reagir na segunda parte e deteve até um certo ascendente em termos de posse e circulação de bola, mas foi um domínio consentido pelo Cluj, que geriu a vantagem de forma inteligen-te.

 De resto, a equipa romena esteve sempre mais próxima de ampliar a vantagem e, na parte final da partida, o português Camorra atirou duas bolas aos postes da baliza de Beto.

 De assinalar ainda a circuns-tância de estarem 13 joga-dores portugueses em campo quando o árbitro russo apitou para o início da partida, oito pelo Sporting de Braga e cinco pelo Cluj, em cujo 11 inicial apenas três jogadores não passaram pelo futebol português.

 Merece igualmente destaque o “hat-trick” do jovem portu-guês Rui Pedro, internacional nos escalões de formação, numa equipa na qual pontificam outros compatriotas co-mo Mário Felgueiras, Ivo Pinto, Cadú e Camorra, além de outros que passaram pelo futebol luso como Sougou, Luís Alberto e Rafael Bastos.