Sporting da era Sá Pinto empata com Légia na Polónia

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Sporting da era Sá Pinto empata com Légia na Polónia

O Sporting empatou 2-2  frente ao Légia, em jogo dos 16-avos-de-final da Liga Eu-ropa em futebol, no qual bri-lhou a “estrelinha” de Sá Pinto, ao lançar em campo os autores dos dois golos "leoninos".

 O Sporting teve uma primeira parte extremamente difícil, pelas condições do terreno, e por ter insistido em jogar com a bola pelo chão, tentando praticar um futebol apoiado, completamente desaconselhável face ao terreno muito irregular do Pepsi Arena de Varsóvia.
 Pelo contrário, o Legia praticou o futebol que se coadunava com as condições do terreno, simples, directo, à base de lançamentos por alto para os seus homens do ataque, apostando na conquista das segundas bolas, emprestando os seus jogadores elevados índices de agressividade e combatividade às suas ações.

 O Sporting persistiu no mesmo erro durante toda a primeira parte, sempre a tentar sair a jogar tocando a bola, num  terreno onde esta não rolava em condições, razão pela qual as suas transições ofensivas padeceram de falta de profundidade.
 Com excepção de Rinaudo, o meio-campo do Sporting foi sempre muito macio, com Matias, Izmailov e Carrilo a tentar combinações com a bola rasteira, ao mesmo tem-po que a defesa demorou a adoptar o mesmo estilo “forte e feito” que se impunha, em particular Polga e Insúa.
 Valeu ao Sporting numa partida de combate, marcada pelos duelos individuais quase sempre ganhos pelos polacos, duas intervenções absolutamente decisivas de Rui Patrício, a evitar dois golos certos, aos 24 e 48 minutos, ao suster os remates de dois adversários que surgiram completamente isolados na sua área.

 O Legia colocou-se em vantagem aos 37 minutos, na sequência de um lance de bola parada, um golo que pôs alguma justiça no marcador, tendo em conta a supremacia do Legia até ao intervalo, mas a defesa de Rui Patrício, a evitar o 2-0 no início da segunda parte foi determinante para o empate alcançado pelos leões.
 Neste período, Sá Pinto decidiu, finalmente, mexer na equipa, trocando dois joga-dores mais tecnicistas como Schaars e Izmailov por outros tantos “carregadores de pia-no”, Pereirinha e Daniel Carriço, numa partida que pedia “operários” e não “artistas”.

 A verdade é que o Sporting alterou a sua forma de jogar, optando por um futebol mais directo e de maior dimensão física que lhe permitiu chegar mais vezes à área do Legia, como aconteceu aos 52 minutos, quando o árbitro fez “vista grossa” a uma grande penalidade claríssima de Komorowski, ao desviar com a mão dentro da área uma bola jogada por Carrillo.

 O golo do empate surgiria aos 60 minutos, num livre cobrado por Matias, com Daniel Carriço a antecipar-se de cabeça à defesa polaca à entrada da pequena área, ao qual se seguiu um período de algum ascendente do Sporting, perante um adversário que acusou o golo.
 O segundo golo polaco, marcado aos 79 minutos, surgiu numa fase em que o Sporting controlava os acontecimentos, pese embora a reacção final do Legia, mas a “estrelinha” de Sá Pinto voltaria a brilhar quando o terceiro “carregador de piano” que lançou na segunda parte, para o lugar de Carrillo, aos 74 minutos, André Santos, assinou um golo de bandeira, a dois minutos do final, fixando um resultado que abre excelentes perspectivas para o jogo da segunda mão em Alvalade.