Sp de Braga estreou-se com vitória na Liga dos Campeões

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Sp de Braga

Sp de Braga O Sporting de Braga ficou  mais perto de estrear-se na fase de grupos da Liga dos Campeões de futebol, após vencer em casa, por 3-0, um banal Celtic, amplamente dominado pela equipa portuguesa.

 Golos de Alan (26 minutos), de penalti, Elderson (75) e Matheus (87), consumaram o justo resultado que satisfaz a ambição dos minhotos, com margem confortável para esta semana, mais precisamente amanhã, terça-feira, carimbar o apuramento para o “play-off” decisivo de acesso à desejada Liga milionária, na segunda mão da terceira pré-eliminatória.

 Em início de época e com temperatura algo abafada, o desafio esteve longe de ser vistoso e emocionante, mas o triunfo assenta perfeitamente aos pupilos de Domingos Paciência, com outra qualidade técnica e os únicos a procurar o golo.
 O adversário, sem imaginação, pouco agressivo e estranhamente conformado com a desvantagem, assumiu um papel de cordeiro, bem diferente do de leão que costuma desempenhar perante os seus indefetíveis adeptos.

 Como lhe competia, o Sporting de Braga assumiu as despesas ofensivas desde o apito inicial, embora enfrentando sérias dificuldades para penetrar na defesa escocesa, que ia anulando as investidas lusas com maior ou menor dificuldade.
 Aliás, o primeiro sobressalto foi passado pela defesa “arsenalista”, mas Moisés, entre dois avançados na zona ‘fatal’, fez um corte acrobático e assim aliviou a única oportunidade do adversário até intervalo.

 Na resposta, Zaluska não segurou um remate forte de Paulo César, mas a recarga minhota saiu sem nexo.
 Com a defesa pouco incomodada pelos avançados forasteiros, os laterais bracarenses subiam muito e foi numa incursão do direito Miguel Garcia que surgiu o golo, na se-quência de corte com o braço de Ki Sung Yeung (24): Alan converteu a grande penalidade.

 Se até aí tinha sido praticamente inofensivo no ataque, a partir do golo, o Celtic sofreu ainda maior pressão por parte da equipa de Domingos, que atacava com paciência à procura do segundo, mas sem criar uma verdadeira situação para o conseguir até ao descanso.
 O figurino de sentido único manteve-se na etapa complementar: Mário Felgueiras tinha noite tranquila e os seus companheiros porfiavam à procura de golos para garantir tranquilidade na decisão da eliminatória.
 Paulo César (52), em lance trapalhão e com sucessivos ressaltos, quase era feliz, mas rematou fraco e Alan, sem ângulo, tentou o golo, mas “apenas” ganhou o canto (75).

 Na cobrança do mesmo, Mathaeus colocou no centro da área, a defesa escocesa ficou a ver e o lateral esquerdo Elderson aproveitou para des-viar para o golo, com a bola a entrar frouxa junto ao desguarnecido segundo poste.
 O Celtic só por uma vez assustou, com remate de Mulgrew (84) rente ao poste es-querdo.
 Aos 87, com o jogo aparentemente decidido, Matheus cobrou exemplarmente um livre directo e fez o 3-0 que dá à equipa excelentes perspetivas para a segunda mão, a disputar amanhã no campo do Celtic.

 FICHA DE JOGO:
 Encontro no Estádio Municipal de Braga.
 Resultado:
 Sporting de Braga – Celtic, 3-0.
 Ao intervalo: 1-0

 Marcadores:
 1-0, Alan, 26 minutos (g.p.).
 2-0, Elderson, 75.
 3-0, Matheus, 87.

 Equipas:

 Sporting de Braga: Mário Felgueiras, Miguel Garcia, Moisés, Rodriguez, Elderson, Madrid, Vandinho, Leandro Salino, Alan (Hélder Barbosa, 90), Paulo César e Lima (Matheus, 66).

 Celtic: Zaluska, Cha Du Ri, Loovens, Jos Hooiveld, Mul-grew, Scott Brown, Effrain Ju-arez (James Forrest, 80), Ledley, Ki Sung Yeung, Ma-lo-ney (Murphy, 71) e Samaras.

 Árbitro: Serge Gumienny (Bélgica).
 Acção disciplinar: cartão amarelo a Mulgrew (4 m), Ki Sung Yeung (24), Jos Ho-oiveld (41), Loovens (58) e Salino (89).
Assistência: 12 295 espectadores.

REACÇÕES NO FINAL DO ENCONTRO:

Domingos Paciência, treinador do Sp. Braga:
 “Não diria que é um passo de gigante mas é um bom passo. Estamos no intervalo de uma eliminatória, mas nos próximos 90 minutos também teremos muito a dizer. A equipa fez por merecer este resultado. Agora virá o segundo jogo. Não há motivo para festejar alguma coisa agora, não podemos dormir à sombra da bananeira.
 No futebol é preciso ter cautelas até conseguir o sucesso completo, temos de ter consciência que temos de trabalhar porque temos um segundo jogo num estádio difícil contra uma equipa que será diferente.”

 Neil Lennon, técnico do Celtic de Glasgow.
 “Foi um resultado muito desapontante e mau para a confiança da equipa. Podíamos ter feito muito mais. Os dois golos que sofremos no fim foram um golpe muito duro. Não estamos satisfeitos com a nossa performance, mas ainda falta um jogo. Não adianta agora estar a arranjar desculpas. Não esperava rematar tão pouco, mas podemos fazer muito melhor na próxima.”