South African Airways em rota de prejuízos superiores ao orçamentado

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 A estatal South African Airways (SAA) anunciou que a empresa dispendeu mais do havia orçamentado no corrente ano fiscal de 2017/18 “devido à sua incapacidade para implementar a sua estratégia”.

 O anúncio foi feito quarta-feira pelo director-geral da estatal aérea sul-africana, Vuyani Jarana, numa informação ao Parlamento, adiantando que “os principais desafios da SAA são um balancete fraco e equidade negativa, desafios de liquidez, publicidade negativa e dinâmicas da Direcção anterior”.

 Além disso, disse o gestor, “os fornecedores perderam a confiança na SAA, as auditorias apontam para uma corrupção galopante e a banca encerrou linhas de crédito para a operadora nacional”.

 Vuyani Jarana falava quarta-feira no parlamento ao informar o grupo de portfólio de Empresas Públicas sobre o progresso da SAA na estratégia de recuperação da empresa.

 Segundo a agência de informação estatal, a SAA informou o grupo parlamentar que “a empresa reviu desde então o plano de recuperação de forma a construir uma companhia aérea com enfoque comercial e centrada no serviço ao consumidor”.

 “O plano corporativo aprovado para 2019/2023 prevê um “break even” no ano financei-ro de 2021. A companhia aérea irá incorrer em perdas financeiras 5.2 biliões de randes e 1.9 biliões de randes nos exercícios fiscais de 2018/19 e 2019/20, respectivamente e posteriormente a SAA antecipa ser rentável até ao final do período de cinco anos”, informou a SAA.

 No orçamento interino de médio prazo, a companhia aérea da bandeira sul-africana recebeu um adicional especial de 5.000 milhões de randes para ajudar a empresa a saldar a sua dívida.