Sondagem eleitoral regista empate técnico entre PS e coligação PSD/CDS

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Sondagem eleitoral regista empate técnico entre PS e coligação PSD/CDS

O PS e a coligação PSD/CDS ficariam num empate técnico, caso as eleições legislativas decorressem nesta altura. É o que conclui uma sondagem, feita pela Eurosondagem para o Expresso e para a SIC, e que revela que o PS só ganha se a coligação no governo se separar.

 Esta sondagem coloca o PS à frente da coligação PSD/ CDS, com 37,5% dos inquiridos a notarem que votariam no partido de António Costa, contra 35% a preferirem a aliança dos partidos do governo. Números que resultariam num empate técnico e que determinariam 100 mandatos para PSD e CDS e 102 para o PS.

 Se PSD e CDS fossem a eleições separados, o PS sairia vitorioso, de acordo com os dados da sondagem publicada pelo Expresso, somando 36,5% dos votos, contra apenas 27,8% dos sociais-democratas. Já o CDS somaria apenas 7,7% dos votos.

 De qualquer modo, nenhuma destas possibilidades está perto sequer do objectivo de Passos Coelho para as próximas eleições. O primeiro-ministro destaca, em entrevista ao Expresso, que se vai “bater por uma maioria absoluta“, alertando que, se o país não tiver um governo estável, será um “perigo”.

Pedro Passos Coelho admite mesmo um Bloco Central com esse intuito de assegurar uma maioria governativa.

 Foram os seguintes os resultados da sondagem feita pela Eurosondagem para a SIC e para o Expresso:

 Resultados sem coligação PSD/CDS:

   PS – 36,5%

   PSD – 27,8%

   CDU – 10%

   CDS – 7,7%

   BE – 4,4%

   PDR – 2,7%

   Livre – 2,3%

 

 Resultados com coligação PSD/CDS:

   PS – 37,5%

   PSD/CDS – 35%

   CDU – 9,6%

   BE – 4,2%

   PDR – 2,5%

   Livre – 2,1%

 

* PM quer maioria absoluta nas legislativas

 

 O primeiro-ministro admitiu sábado que vai lutar por uma maioria absoluta nas próximas legislativas, mas não fecha portas a uma coligação com o CDS-PP, nem a um Governo de bloco central com António Costa.

 Numa entrevista divulgada no Expresso, Pedro Passos Coelho admite que se vai bater por uma maioria absoluta, porque esse é o “objectivo de quem quer governar com estabilidade”.

 “Eu sempre disse, mesmo no tempo de Cavaco Silva, que as maiorias absolutas não são um objectivo em si, mas a estabilidade é um instrumento muito importante para garantir progressos, quer na área económica, quer na área social”, afirmou.

 Questionado pelo Expresso sobre se quer continuar a governar com Paulo Portas, líder do CDS-PP, o primeiro-ministro garantiu que quer continuar a “governar mais quatro anos”.

 “Não porque esteja fascinado por ser primeiro-ministro ou porque o poder me subiu à cabeça, mas porque há muita coisa que precisa de ser feita”, disse, sem esclarecer se queria continuar ou não a governar com Paulo Portas, de quem não fala durante toda a entrevista.

 Apesar de não responder directamente à questão, Pedro Passos Coelho admite uma coligação futura com o CDS-PP e até um Governo de bloco central com António Costa.

 “Quem determina as condições de governabilidade são os eleitores. Eu não fecho porta nenhuma, mas não vou fazer cenarizações”, salientou, considerando que o “natural” é que o PSD e o CDS-PP “possam no futuro renovar o Governo”.

 Na entrevista, o primeiro-ministro elogia o papel que a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, tem tido como “activo importante” na comunicação externa de Portugal, e admite que o desemprego é a “questão mais difícil e a mais prioritária para resolver no futuro”.

 Em relação ao PS, Pedro Passos Coelho avisa que votar nos socialistas é regressar às políticas do passado na “medida em que as soluções que têm vindo a ser apontadas são semelhantes às do passado”.

“Se há algum corte com o passado, se há alguma coisa de diferente ainda não se ouviu. Se há algum projecto novo está escondido e ainda não apareceu. Pelo contrário seja sobre a questão europeia, sobre a Grécia, sobre o que foram as nossas opções internas (…) todas as contribuições que têm aparecido pela voz dos principais dirigentes do PS apontam num sentido muito idêntico ao que se viu no passado”, afirmou.

 Nas pouco mais de três páginas de entrevista, o primeiro-ministro remete para a sua moção ao congresso do PSD o perfil do próximo candidato do partido às presidenciais e não revela o que vai fazer ca-so perca as legislativas.

 

* António Costa afirma que país "não espera nem precisa" de um bloco central

 

 O secretário-geral do PS disse sábado, em Santarém, que o país “não está à espera nem precisa de um bloco central” e que o Partido Socialista constitui uma alternativa às políticas do atual Governo.

 António Costa comentava a entrevista do primeiro-mnistro publicada no semanário Expresso – na qual Pedro Passos Coelho admite nova coligação com o CDS-PP e não descarta a ideia de um bloco central -, à chegada ao Encontro Nacional de Autarcas Socialistas que decorreu ao longo de todo o dia no Centro Nacional de Exposições, em Santarém.

“O país não está à espera nem precisa de um bloco central. O país precisa de uma mudança e essa mudança é a alternativa a construir pelo PS”, afirmou António Costa, frisando que o encontro de sábado se inseria no “primeiro capitulo” da agenda do partido para a década, “centrado na valorização do território”.