Somos Portugueses, por isso estamos todos de parabéns!

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Somos Portugueses, por isso estamos todos de parabéns!

No dia 23 de Maio deste ano, Portugal completou 836 anos de existência. Oitocentos e trinta e seis anos de vida. É o país europeu com as fronteiras mais antigas do Mundo. É uma existência muito especial e uma que vem de muito longe.

 Existe o ditado em Portugal, o qual fui ensinado na escola primária, que reza assim: “1143, quem não sabe esta data não é bom Português!”. Trata-se da data da fundação do Condado Portucalense e cujo primeiro rei foi D. Afonso Henriques ou Afonso I de Portugal.

 Com o cognome de O Conquistador, O Fundador ou O Grande pela fundação do reino e pelas muitas conquistas que obteve. Devemos-lhe a Nação Lusa e toda a sua grandeza. Sim, porque um homem extraordinário como este merece todo o nosso respeito e ser acarinhado pela memória dos tempos pois ele foi o percursor da grande nação Portuguesa.

  Nesta mesma data, 23 de Maio de 1179, O Papa Alexandre III emite a bula “Manifestis Probatum”, em que reconhece Portugal como um reino independente. Esta bula declarou o Condado Portucalense independente do Reino de Leão e D. Afonso Henriques o seu soberano, reconheceu ainda a validade do Tratado de Zamora, assinado a 5 de Outubro de 1143 em Zamora, pelo rei de Leão e por D. Afonso Henriques. Ou seja, Portugal é dos países e povos mais antigos do Mundo. 

 Numa pesquisa, vim a sa-ber que o Vaticano foi fundado em 1274 e que Montene-gro foi formada em 1077. No entanto, a Noruega foi fundada no ano de 872. Exis-tem países mais antigos do que Portugal, no entanto so-freram ou interrupções de fronteiras ou as que existem hoje são muito mais recen-tes.

 Portugal, mesmo quando esteve sessenta anos sob o domino dos “Felipes” de Es-panha, as fronteiras e a autonomia de Portugal mantiveram-se inalteradas. Eu tenho orgulho de ser Português e creio que o leitor possui o mesmo orgulho e diria até vaidade.

 A República de Portugal atrai a atenção de investidores e observadores a nível global. Basta ver a tecnologia que temos, os sistemas de telemóveis e de multibanco (MB). Através do MB o leitor, como sabe, pode fazer pagamentos, transferências nacionais e internacionais, carregamentos e activações de serviços. Tudo com o seu cartão do ban-co e numa máquina.

 Outro sistema, que existe há décadas, é a Via Verde. Este sistema de portagens electrónica, permite ao condutor não parar nas portagens das auto-estradas de Portugal e é compatível com outras empresas que exploram a manutenção destas e de vias rápidas. Oferece também a hipótese, em alguns parques de estacionamento, do pagamento electrónico. Dispensa assim de trocos, de retirar títulos de estacionamento e de espera.

 Portugal oferece comodidade e facilidade nos serviços. Fabrica-se software de contacto online, que permite o atendimento ao público em várias línguas ao mesmo tempo e para vários destinos. A nação Lusa é a líder europeia no fabrico de monofilamentos e possui a terceira maior empresa de fabrico de papel com a Portucel Soporcel.

 O leitor conhecerá sobejamente o Michael Phelps, nadador e múltiplo campeão olímpico com 22 medalhas, que aliás é um recorde especial. Mas talvez não saiba que os fatos de banho que ele usa, são fabricados em Portugal.

 Somos líderes Mundiais na produção e transformação de cortiça e nas energias renováveis como a eólica. Está na linha da frente, a nível europeu, na produção automóvel. Empresas como a Sonae e a Jerónimo Martins constroem por toda a Europa centros comerciais e são muitas as cadeias de supermercados portugueses já estabelecidos no Ve-lho Continente e em África. Existe uma das melhores redes de fibra óptica e serviços de Internet em todo o Mundo, tudo isto com a inscrição “Made in Portugal”.

 Fornece software para a NASA e dá cartas no mercado dos dispositivos de posicionamento (GPS). Marcas de roupa como a Salsa e a Sacoor Bros. já estão no mercado internacional e rivalizam com outras de renome.

 É claro, a palavra mais pronunciada, a mais escrita e a mais ouvida, é sem dúvida alguma a crise. Ai a crise! Julgo que o maior problema de Portugal é saber vender-se mal. Publicita-se mal e tudo isto, em termos de marketing, é fraco. Temos coisas boas, somos os melhores em muitos sectores… mas quem é que sabe disso?

 Não nos adianta de nada a nós sermos os únicos com essa noção. Já o presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, disse-me o mesmo em entrevista. Portugal tem a décima primeira maior área marítima do planeta, possui quatro aeroportos internacionais e um dos melhores sistemas rodoviários.

 As exportações rondam entre os 36 e 40% do Produto Interno Bruto e encontram-se produtos portugueses em todo o mundo – nem que seja só o Mateus Rosé. Mas que está lá! Mas mais do que isso, acho que o maior activo, são as pessoas, são os portugueses.

 No futebol, entre muitos, temos duas estrelas bem brilhantes, que são o José Mourinho e o Cristiano Ronaldo. No cinema tivemos o realizador mais velho em funções do Mundo, antes do Manoel de Oliveira falecer. Temos os actores Joaquim de Almeida e Daniela Ruah a dar cartas em Hollywood e o chefe José Avillez deslumbra em qualquer cozinha.

 Nos últimos anos, o Algarve tem sido votado consecutivamente como o melhor destino de golfe da Europa. Foi na praia da Nazaré  que o americano Garret Mcnamara surfou a maior onda do Mundo. O Fado e o Cante Alentejano são património imaterial da Humanidade e centros históricos como a vila de Sintra, o Porto, Elvas, Évora e Guimarães são património da Humanidade.

 Pertencem ainda a esse espólio a Torre de Belém e os mosteiros dos Jerónimos, Alcobaça e Batalha. As regiões demarcadas do vinho do Alto Douro e da Ilha do Pico nos Açores estão incluídas. A cidade de Hangra do Heroismo, na Ilha Ter-ceira também dos Açores e claro, o convento de Cristo em Tomar.

 Fátima é apelidada de “altar do Mundo” e não é por aca-so. Faz parte do património natural da Humanidade a laurisilva do arquipélago da Madeira e, não podemos esquecer que o melhor azeite que se serve à mesa tem origem em Portugal. Os vinhos são dos melhores que existem e as nossas castas são únicas, como a que está presente em Colares por exemplo.

 Existem, sensivelmente, 273 milhões de falantes da língua de Camões em todos os continentes e isso é tes-temunho inabalável da força, do espírito e da influência dos portugueses. É necessário um grupo de pessoas que saibam vender a marca de Portugal, dar a conhecer as suas riquezas e construir uma montra para que seja não só visível ao resto do Mundo, mas também de fácil acesso.

 Quando um estrangeiro prova uma bica pela primeira vez ou saboreia um pastel de nata, prova um vinho verde fresquinho ou simplesmente depara-se com a beleza natural da nossa pátria, ficam boquiabertos com o que vêem, cheiram, sentem e saboreiam.

 De facto, se pararmos para reflectir um momento que seja acerca de Portugal, não se pode chegar a outra conclusão que não a de que somos mesmo os maiores! Só podemos concluir de que somos feitos de uma outra fibra e que somos dignos de epopeias. Epopeias aliás, que os Gregos têm duas e nós Portugueses, com Os Lusidadas, não lhes ficamos atrás.

 A visão e fruto do trabalho de um homem, D. Afonso Henriques, deu como resultado um país que com os Descobrimentos, deu novos mundos ao Mundo e desbravou os sete mares. É esse mesmo espírito de descobridores, que nos faz emigrar, que nos faz conseguir suportar as dificuldades, que nos faz aprender nas adversidades e ter sempre a esperança de melhores dias e sempre prosperar. Sabemos que enquanto Portugueses, estamos destinados a grandes proezas!