Solidariedade a favor das vítimas da tragédia da Madeira em Pretória

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Solidariedade

Solidariedade Com uma boa afluência, estando entre os  presentes  Frei Gilberto Teixeira da igreja de Santa Maria, e o conselheiro social José Lima, teve lugar na tarde da passada quinta-feira, 25 de Fevereiro, no Strydfontein Family Restaurant, em Pretoria North.

Mais um dos convívios mensais da Academia do Bacalhau da cidade jacaranda, tendo desta vez como convidados especiais o presidente da assembleia geral da Casa da Madeira de Joanesburgo, Vasco Martins, e o fundador da Tertúlia Castrense, em Regents Park, da capital do rand, Victor de Castro, onde foi guardado um minuto de silêncio em memória das vítimas da recente tragédia ocorrida na Ilha da Madeira, e entoado pelos presentes, acompanhados à viola por Damião de Freitas, o hino das Academias do Bacalhau.

  Os agradecimentos às presenças na confraternização, de modo particular aos convidados de honra, à proprietária do restaurante, Yvonne Pestana, pelo bom acolhimento, excelente serviço, e por mais uma vez autorizar ali o consumo do vinho oferecido por Tony de Sousa, aos que ofereceram as garrafas de bebida para o leilão desse dia, e no fundo a todos os que de uma maneira ou de outra colaboraram na organização deste almoço, foram feitos por Ivo de Sousa, com uma referência a M. Owen, do departamento de tráfico do “Metro Police”, este que se mostrou grato ao convite, sendo como afirmou, para si, um prazer voltar a conviver com os amigos portugueses, já que não era a primeira vez que nos convívios do género participava, como acontecera no de 27 de Agosto último.

  Também Vasco Martins quis em seu nome pessoal e no de Victor de Castro que consigo formava a dupla de convidados, saudar todos os que participavam no convívio, afirmando ser para si sempre motivo de regozijo conviver com os compatriotas de Pretória, sublinhando não precisar de convite especial para estar neste ou qualquer outro evento na capital, já que se considera parte integrante de uma comunidade onde viveu vários e bons anos, e se preza ter granjeado sólidas amizades que sempre vai procurar manter, aproveitando a oportunidade para anunciar para 6 de Março, uma grande festa na Casa da Madeira de Joanesburgo, destinada à angariação de fundos a favor das vítimas da recente tragédia na Ilha da Madeira, e como presidente da assembleia geral dessa colectividade, manifestar o desejo de poder contar com a presença de todos os que o ouviam, nesses festejos, para de mãos dadas se conseguir algo na ajuda a quem foi seriamente afectado por essa catástrofe.

 Com um “gavião do penacho”, e o número que cantou intitulado “vou voltar” dedicado por Ivo de Sousa à sua professora de infância no ensino primário, na Lombada dos Marinheiros, Celeste Serrão, ali presente no almoço, foram nessa tarde entregues diplomas de novos compadres da tertúlia ao dr. José Lima, e a David Pestana Vinagre, tendo o conselheiro social aproveitado para dirigir algumas palavras, em que começando por a todos saudar e agradecer o convite para o convívio, nisso sentindo o maior prazer, deu a conhecer o desejo de um recluso da comunidade, de origem madeirense, em pretender frequentar um curso de português, já que ao que consta não sabe falar a nossa língua, mas necessitando para isso de quatro mil randes, pelo que se alguém estiver na disposição de o ajudar, o favor de o contactar.

 Depois de Ivo de Sousa agradecer aos colegas da Direcção todo o apoio que lhe têm dado, e manifestar o seu regozijo pelos sucessos dos convívios mensais no Strydfontein Restaurant, de Yvonne Pestana, em Pretoria North, o que confirmam estarem no bom caminho ao terem escolhido esse local, e dar a conhecer o almoço a 21 de Março na nova Academia do Bacalhau de Klerksdorp, pedindo a quem fosse possível, para nele marcarem presença, foi por João Serradinho feito o leilão dos artigos oferecidos com essa finalidade.

 No período de aplicação de multas da praxe, por Jaime de Caíres, nomeado para o efeito, que começando por se multar a si próprio com significativa importância, como referiu a reverter a favor das vítimas com a tragédia na Madeira, proposto com essa mesma finalidade, aos presentes, seguirem-no no exemplo, o que veio a acontecer na consulta individual, daí ser conseguido entre esse contributo colectivo e, como ficara acordado, a receita do almoço, o montante de cinquenta mil randes, receita a enviar na sua totalidade para a Ilha da Madeira, e por sugestão aprovada por unanimidade, confiar essa importância a João Serradinho, que na semana seguinte seguia para aquele arquipélago, a fim de fazer chegar esse donativo a quem de direito.

  A seguir ao almoço e como previamente anunciado, foi ali disputado o torneio de “bisca”, com atribuição de troféus às três primeiras equipas classificadas, dele saindo vencedora a formada por João de Jesus, Ivo de Sousa e Fernando Ferreira, em segundo lugar a constituída por Victor de Castro, José Gonçalves e Rufino Afonso, e na terceira posição a de Lino Faria, Jaime de Caíres e Miguel Carreira.