Sócrates reforça número de mulheres no Secretariado Nacional do PS para cumprir Lei da Paridade

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José Socrates

José SocratesO secretário-geral do PS, José Sócrates, vai ser forçado a fazer alterações no Secretariado Nacional que será eleito a seguir ao congresso, já que a actual composição deste órgão não cumpre a lei da paridade. Fonte da Direcção do PS disse que no Secretariado Nacional que saiu do último congresso, em 2006, em Santarém, fazem parte apenas três mulheres num total de 15 elementos: a eurodeputada Edite Estrela e as secretárias de Estado Idália Moniz e Ana Paula Vitorino.

Os estatutos do PS antecederam a própria lei da paridade aprovada na presente legislatura e obrigam a que pelo menos um terço de um dos géneros esteja representado nos órgãos partidários. Na primeira equipa de José Sócrates, eleita em 2004, estas três dirigentes socialistas Edite Estrela, Ana Paula Vitorino e Idália Moniz estavam integradas numa equipa de 11 elementos efectivos (António Costa, Jorge Coelho, Marcos Perestrello, Vieira da Silva, José Lello, Carlos Laje, Luís Amado e Pedro Silv Pereira).

A estes 11 elementos juntavam- se depois dois secretários nacionais adjuntos: os secretários de Estado Fernando Serrasqueiro e Ascenso Simões. No entanto, a meio desse primeiro mandato de José Sócrates como líder do PS, entre 2004 e 2006, foram ainda integrados no órgão executivo partidário mais dois secretários nacionais: Vitalino Canas (o actual porta-voz) e Miranda Calha (autarquias).

De acordo com a mesma fonte, o incumprimento da lei da paridade no secretariado nacional ter-se-á tornado mais evidente a seguir ao congresso de Santarém, em 2006. Na sequência deste congresso, deixou de haver distinção entre secretários nacionais efectivos e adjuntos, já que o Secretariado Nacional de 2006 foi eleito em “lista corrida” pela Comissão Política.

Entre as equipas eleitas em 2004 e em 2006, a única alteração introduzida no Secretariado Nacional do PS foi a substituição de Jorge Coelho pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos, que dois anos antes, em Guimarães, tinha apoiado Manuel Alegre na corrida ao cargo de secretário-geral. Em relação ao futuro Secretariado Nacional do PS, José Sócrates deverá ainda ter de substituir o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, que atingiu o limite de mandatos consecutivos neste órgão executivo.