Sócrates desafia Oposição a apresentar medidas alternativas e culpa-a pelo agravamento da crise

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SócratesO primeiro-ministro desafiou a oposição, que rejeitou o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), a apresentar medidas alternativas de consolidação orçamental e responsabilizou-a pelo agravamento da situação financeira do país.

 José Sócrates falava aos jornalistas em São Bento, depois de ter recebido o Príncipe de Gales e de, no plano financeiro, a Standard & Poor’s ter cortado o ‘rating’ de Portugal em um nível, tanto na dívida de longo prazo como no curto prazo, ficando a nota do Estado Português a um nível de ser considerada ‘lixo’ (‘junk’).

 “O que tem acontecido na última semana confirmou o que o Governo tinha avisado e lamento muito que o gesto irreflectido, inconsciente daqueles que provocaram a cri-se política tenha tido estas consequências no financiamento da nossa economia, do nosso sector bancário e do país. A oposição decidiu abrir uma crise política, fê-lo sem razão e sem alternativa e, por isso, a situação que estamos a viver é pior do que tínhamos antes, porque a uma crise económica somou-se uma crise política, que gera naturalmente incerteza e que levou a atitude dos mercados que estamos a viver ao longo dos últimos dias”, sustentou o primeiro-ministro.

 Na perspectiva de José Sócrates, os partidos da oposição rejeitaram o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) e abriram uma crise política “apenas por cobiça de poder, sem qualquer explicação que não fosse esta”.

 “Lamento que os partidos da oposição, que provocaram esta crise, não tenham agora a responsabilidade de apresentar as medidas para responder à situação. Não se trata apenas de os partidos dizerem que se comprometem com os objectivos do défice, porque isso já foi muitas vezes dito. O que é importante é que digam quais as medidas para chegar a esse défice – isso é que ajudaria o país”, declarou.