Sistema financeiro falha na resposta a empresas que recorrem a apoios europeus

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Sistema financeiro falha na resposta a empresas que recorrem a apoios europeus

A presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Ana Abrunhosa, disse que a “baixa capacidade de execução” das empresas com apoios comunitários se deve à “falta de resposta do sistema financeiro”.

 As empresas que procuraram “apoio do atual PO [Programa Operacional] Regional” registaram uma “baixa capacidade de execução” por motivos que se relacionam com “a capacidade de assegurar a contrapartida nacional, por descapitalização das empresas e por falta de resposta do sistema financeiro”, afirmou Ana Abrunhosa, que falava em Coimbra, na sessão da sua tomada de posse como presidente da CCDRC.

 “Para garantir a execução dos projetos aprovados, temos que acautelar a criação de instrumentos de fácil compreensão e acesso para apoiar a contrapartida nacional”, sustentou Ana Abrunho-sa, que acredita que “a criação do banco de fomento será certamente um grande contributo para ajudar a dinami-zar o sistema financeiro”.

A CCDRC reivindica, “no contexto da análise do mérito dos projectos, um maior peso da componente regional”, sublinhou, por outro lado, a nova presidente da instituição, defendendo também a majoração dos “projectos que contribuem para a estratégia de especialização inteligente definida pela região”.

 É reduzido o número de empresas que “procurou apoio do atual PO Regional”, revelou a presidente da CCDRC, atribuindo o fenómeno essencialmente ao desconhecimento, por parte dos empresários, dos “instrumentos de apoio” existentes.

 Para ultrapassar a situação, a CCDRC tem de “fazer uma grande divulgação das várias medidas de apoio disponíveis junto dos principais setores de atividade beneficiários” das medidas, “envolvendo os municípios e as associações empresariais”, pois têm “maior capacidade de mobilização dos atores nos respectivos territórios”, adiantou Ana Abrunhosa.

 “Faltam executar cerca de 500 milhões de euros” no âmbito do atual quadro comunitário de apoio (QREN), cuja conclusão “é uma das prioridades para 2014 e 2015”, anunciou a nova presidente da CCDRC, sublinhando que se trata de uma tarefa que vai exigir da “equipa do [programa] Mais Centro um grande esforço de acompanhamento e monitorização dos projetos em execução, sobretudo dos projectos empresariais e das entidades dos sistema científico e tecnológico”.

 Os fundos estruturais serão entre 2014 e 2020, “o essencial do que este Governo, qualquer Governo, disporá para apoiar o desenvolvimento do País e a correção das assimetrias regionais que teimam”, sustentou o ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, durante a sessão de tomada de posse da nova presidente da CCDRC.

 Hoje, “o principal défice do país não é um défice de infraestruturas, mas de competitividade, pelo que o primeiro objectivo que definimos para os fundos será a dinamização de uma economia aberta ao exterior, capaz de gerar riqueza de maneira sustentada, prologando e intensificando a abertura realizada nestes últimos três anos”, afirmou o governante.

 “A competitividade e internacionalização que ambicionamos para a economia portuguesa é indissociável de outro grande objetivo e eixo temático do próximo ciclo de programação de fundos, o fomento do capital humano”, sustentou Poiares Maduro.