Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil quer acordo de empresa igual ao da Lufthansa

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  O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) enviou uma carta à administração da TAP a manifestar disponibilidade para assinar um acordo de empresa igual ao da Lufthansa, “garantindo importantes vantagens para ambas as partes”.

“Vimos por este meio reiterar à gestão de topo da TAP a nossa vontade de assinar imediatamente um acordo de empresa igual ao da nossa congénere, para que a TAP passe a ter condições rigorosamente iguais às da tão elogiada Lufthansa e de modo a que os senhores ministros e administradores deixem de poder usar os pilotos TAP como bode expiatório para justificar os males da empresa”, refere a carta.

  Segundo o SPAC, “o país inteiro ouviu o sr. ministro da tutela [o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos], dizer que a TAP está em desvantagem concorrencial porque os seus pilotos ganham mais e são em maior nú-mero por avião do que os pilotos das empresas congéneres”.

  O sindicato que representa os pilotos da transportadora considera que “é certo que essas afirmações foram feitas em concertação com o Chairman [Miguel Frasquilho] e o CEO da TAP [Ramiro Sequeira]”, que “não desmentiram nem corrigiram essas afirmações, falha que os pilotos classificam como muito grave em termos de liderança”.

  Lembrando que a Lufthansa e os seus pilotos acabaram por renegociar no dia 23 de Dezembro, o seu acordo de empresa “garantindo importantes vantagens para ambas as partes”, o sindicato reitera a sua vontade de assinar um acordo idêntico.

  “Seria incompreensível que a TAP não aproveitasse esta oportunidade de ouro para se livrar das tão propaladas benesses excessivas dos seus pilotos, pelo que apelamos de forma veemente a que concertem e assinem com o SPAC um acordo de empresa igual e condições em tudo idênticas às negociadas e acordadas (sim, acordadas) entre a Lufthansa e o sindicato dos pilotos (Vereinigung Cockpit)”, refere a carta.

  Segundo a agência Efe, a companhia aérea Lufthansa e o sindicato Vereinigung Cockpit (VC) chegaram a acordo para que não haja despedimentos por razões económicas até Março de 2022, no âmbito de um acordo colectivo adaptado à crise.

  Em contrapartida, a companhia poderá reduzir o horário com a consequente adaptação salarial e congelar aumentos.

  Estas medidas serão aplicadas aos cerca de cinco mil pilotos da Lufthansa, Lufthansa Cargo, Lufthansa Aviation Training e parte da German-wings.

  De acordo com o sindicato VC, citado pela Efe, o “consórcio consegue assim cortar despesas em mais de 450 milhões de euros, o que a somar aos cortes já aplicados para este ano, representa uma poupança de mais de 600 milhões de euros até ao final de Março de 2022”.