Sevilha vencedor da Liga Europa

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O Sevilha conquistou na sexta-feira a sua sexta Liga Europa de futebol, ao derrotar na final o Inter de Milão por 3-2, em jogo disputado em Colónia, na Alemanha.

  Os italianos até começaram melhor a final, ao adiantarem-se no marcador logo aos cinco minutos, através do belga Romelu Lukaku, mas os espanhóis deram a volta ao marcador, com um ‘bis’ do holandês Luuk de Jong, aos 12 e 33. O central uruguaio Diego Godin, aos 36, voltou a igualar a contenda.

  O lance decisivo da partida surgiu aos 74 minutos, num lance em que o brasileiro Diego Carlos tentou um pontapé de ‘bicicleta’, tendo Lukaku, com um desvio infeliz, introduzido a bola na sua baliza.

  Os espanhóis, comandados pelo ex-FC Porto Julen Lopetegui, arrebataram assim o sexto tro-féu, em seis finais, da segunda competição europeia de clubes, depois das conquistas em 2005/06, 2006/07, 2013/14, 2014/15 e 2015/16.

  A Liga Europa teve uma inédita ‘final a oito’ disputada na Alemanha, em eliminatórias a uma só mão, devido à pandemia de covid-19.

 

* Lopetegui “muito feliz” pela conquista, Conte admite ‘adeus’ ao Inter

 

  O treinador do Sevilha, Julen Lopetegui, disse, na sexta-feira, estar “muito feliz” com a conquista da Liga Europa de futebol frente ao Inter de Milão (3-2), cujo técnico, Antonio Conte, falou em jeito de despedida dos milaneses.

  “Estou muito feliz, sobretudo pelos jogadores. Todos ajudaram, jogando ou não, num cenário muito completo” devido à pandemia de covid-19, admitiu o antigo técnico do FC Porto.

  O técnico dedicou a vitória aos sevilhanos que “ajudaram do céu e desde as suas casas”, elogiando “a resiliência” do grupo que lidera, inserido “num clube magnífico”.

  “Estou muito contente. Para mim é uma alegria imensa, mas peço prudência aos adeptos. Celebrem este triunfo, que é para eles e também para Reyes e Puerta [dois antigos jogadores do clube que morreram]”, declarou.

  Do lado dos italianos, o técnico Antonio Conte admitiu que “foi muito bom treinar o Inter”, mas “tudo tem um limite”, após já ter, em Julho, criticado a gestão da temporada, e abriu a porta à saída, uma decisão que tomará “em dois ou três dias”.

  “Vamos regressar a Milão, teremos dois ou três dias de férias. Depois reuniremos e analisaremos a temporada, e planearemos o futuro do clube, com ou sem mim. (…) Trabalhámos muito e foi uma temporada dura. É preciso analisar a situação e tomar a melhor decisão para o bem do Inter”, atirou.

  O técnico destacou a “experiência incrível” que teve nos vice-campeões italianos e assegurou que “não há nenhum rancor”, mas que precisa de “entender se a prioridade é o futebol ou a família”.

  “Passou-se alguma coisa, isso é inegável. Há que entender se há vontade de todos de não voltar a repetir um ano destes. Vou estudar muitas situações, e é correcto que o presidente faça o mesmo. Eu não faço marcha atrás”, sentenciou.

  O presidente do Inter, o chinês Steven Zhang, não abriu a porta à saída, admitindo que todas as partes vão “descansar e depois estudar o futuro”, após uma época que classificou como “positiva”.

  “Este ano não era para ser, voltaremos a tentar. É o bom da competição, pode-se sempre melhorar”, atirou.

 

* Argentino Éver Banega despediu-se do sevilha

 

  O argentino Éver Banega despediu-se do clube espanhol, prosseguindo a carreira na Arábia Saudita, com uma assistência para golo e “sem palavras”, após a vitória na Liga Europa, num dia “emotivo e triste” por deixar “o clube de uma vida”.

  Agradeceu “aos colegas de equipa e à equipa técnica” e elogiou Lopetegui, que mostrou “que sem trabalho não se faz nada”, e que “agarrou na equipa” quando esta estava a perder na final.

  Se o guarda-redes Samir Handanovic elogiou o Sevilha, um “grande rival”, o ‘veterano’ espanhol Jesús Navas, o ‘capitão’ que ergueu o troféu, reforçou a “superação” que o plantel manteve ao longo de uma temporada “difícil”, enquanto o francês Koundé, seu colega na defesa, elevou o clube à categoria de “um grande da Europa”.